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Dossier Professores e Educação

PROFESSORES E EDUCAÇÃO
Os professores realizam esta terça e quarta-feira uma greve nacional contra a política educativa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Depois da poderosa manifestação em Lisboa no dia 5 de Outubro, a luta dos docentes cresce a cada dia. Era motivo mais que suficiente para que o Esquerda dedicasse o dossier desta semana aos professores e à intrincada questão da educação em Portugal. Sem ter a pretensão de esgotar o assunto, recolhemos um conjunto de artigos que julgamos serem de interesse. Rolando Silva diz que fazer a greve de 17 e 18 é construir o futuro. Cecília Honório e Fernando Santos discutem a polémica questão da avaliação dos professores. Alda Macedo afirma que a política da ministra é a de matar o actor principal. Licínio Lima critica a ideologia do "anti-eduquês". Olga Pombo e Rui Canário debatem um visionário que é preciso revisitar: Ivan Illich. E conheça as mais recentes iniciativas do Bloco de Esquerda.

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Dossier Professores e Educação

Os professores realizam esta terça e quarta-feira uma greve nacional contra a política educativa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Depois da poderosa manifestação em Lisboa no dia 5 de Outubro, a luta dos docentes cresce a cada dia.

Um visionário

Nos anos 70, o austríaco Ivan Illich era muito lido e discutido. As suas obras influenciavam todos os que queriam pensar a escola e problematizar a educação. Hoje, está quase completamente esquecido. E, no entanto, as suas ideias são, em muitos aspectos, mais actuais do que nunca.

Carreira docente

"Abramos as portas e dêmos corda aos relógios. É boa altura para exigir o reconhecimento social da forma como trabalhamos, como nos vemos e como nos sentimos", diz Cecília Honório neste artigo sobre a polémica questão da avaliação dos professores.

Educação

Conheça a seguir as mais recentes iniciativas legislativas do Bloco de Esquerda relacionadas com a educação, entre projectos de lei, requerimentos, comunicados e intervenções.

Professores

Neste artigo, Rolando Silva, professor do Ensino Secundário, explica porque o Estatuto da Carreira Docente que o Ministério da Educação quer impor aos professores viola direitos fundamentais, aumenta as exigências para ingresso na formação, intensifica e funcionaliza o regime de trabalho dos professores e incapacita a maioria dos profissionais de exercer cargos que decorrem da sua habilitação durante parte significativa, ou mesmo, na totalidade da sua carreira.

Uma ideologia pedagógica

Neste artigo, Licínio C. Lima critica a denúncia do "eduquês" feita por Nuno Crato, no livro O "Eduquês" em Discurso Directo: "Ainda que no início do seu texto o autor seja cauteloso e evite generalizações", diz Licínio Lima, "a verdade é que ao longo do livro estes cuidados iniciais vão desaparecendo, do que resulta, com intenção ou sem ela, uma crítica generalizada ao pensamento educacional e à investigação portuguesa." Licínio Lima diz que não hesitaria em criticar tanto o "eduquês" quanto o "anti-eduquês", que considera igualmente ideológicos e orientados mais para o convencimento do que para a compreensão crítica e a argumentação.

A ministra e os professores

O que a Ministra da Educação está a fazer é o mesmo que um realizador de cinema que matasse a sua personagem principal. Sem ela o realizador fica sem argumento. Sem professores a Ministra da Educação fica sem actores que levem a cabo aquilo que precisa de ser uma reforma profunda mas também agregadora, mas também responsabilizadora de todos os intervenientes na educação.

Carreira docente 2

Há uma responsabilidade recíproca pessoal e social, própria da vivência democrática, que conduz ao facto de que "todos, sem excepção, têm de ser avaliados e responsabilizados para poderem ser avaliadores. Neste caso, os professores com certeza, mas também os alunos (não apenas em aspectos estritamente escolares mas igualmente quanto aos comportamentos cívicos) e os encarregados de educação."