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Negociações no G8

NOVO PACTO ENERGÉTICO
Enquanto Norte Americanos e Britânicos ocupam o Iraque para controlar o petróleo desse pais, a questão da segurança energética mundial dominará a cimeira do G8 em São Petersburgo. Segundo os estrategas russos, a paz não é possível sem que os recursos energéticos das grandes potencias estejam acautelados.

A Rússia é o primeiro exportador de energia do mundo, políticos e investigadores têm investigado o papel crescente da escassez de recursos energéticos no planeta e as suas consequências politicas. Um relatório secreto redigido pelos franceses da Total e a Academia de Ciências da Rússia aponta a necessidade da formação de um bloco estratégico entre a Rússia e a União Europeia (UE).  O relatório nomeado “A Rússia e a Europa: aliança económica ou conflito energético” ,assinado por Victor Ivanter, director do Instituto de Previsão Económica da Academia de Ciências da Rússia e pelo vice-presidente da Total, Menno Grouvel, começa por fazer notar que as escolhas feitas no presente vão condicionar a possibilidade de nos próximos 25 anos termos um acesso a preços não proibitivos à energia.
Nos dias de hoje, a Rússia recebe verbas consideráveis pela exportação de produtos energéticos. No entanto, é preciso garantir uma politica comum de transporte e exploração, para que os russos não sejam obrigados a diminuir as exportações e a parar os custosos investimentos na exploração de novas jazidas e nos transporte dos combustíveis.
Nos últimos tempos, a empresa estatal russa Gazprom optou por uma táctica e negociação conflitual, ameaçando a União Europeia com dirigir os seus recursos para o oriente e não para a Europa; por sua vez a UE tem repetidamente sublinhado a necessidade de diminuir a sua dependência energética em relação à Rússia. No quadro deste conflito, várias tentativas têm sido feitas para impedir o acesso dos russos às redes de distribuição europeia e impedir a empresas europeias a exploração dos recursos russos. Assiste-se, segundo o relatório, a uma coligação de interesses entre os burocratas de Bruxelas e o monopólio energético russo: os primeiros, querem convencer a sua opinião pública do perigo que acarretaria para a Europa a crescente importância energética da Rússia; os segundos, pretendem manter o seu monopólio na exploração destes recursos.
Segundo, a delegada do grupo Total na Rússia, Inessa Varchavskaia, este conflito é custoso para ambas as partes e deveria ser seguida uma outra politica: a colaboração entre a União Europeia e a Rússia.
Esta aliança garantiria uma estabilidade económica e politica. Segundo o estudo, há espaço para esta aliança energética: “a Europa precisa, para o seu desenvolvimento, da energia russa; e os russos precisam dos capitais e tecnologias ocidentais para desenvolverem as tecnologias necessárias para a exploração e transporte de combustíveis”.

Dossier: 
Dossier 009: G8
(...)

Resto dossier

Dossier G8

Um ano depois da cimeira do G8 que teve lugar na Escócia, a Rússia recebe a reunião dos oito países mais poderosos do mundo. Se a agenda da anterior cimeira tinha como ponto forte o combate da pobreza, esta tem como mote dois aspectos não menos ambiciosos: a “segurança energética” e o “combate ao terrorismo”. Dossier G8

Repressão G8

O comité organizador do Contra G8 e do Fórum Social Russo de São Petersburgo pedem às redes internacionais que se mobilizem contra a repressão que são vítimas os militantes das redes sindicais, políticas e associativas na Rússia.

O patrono do G8

O Presidente Russo Vladimir Putin defendeu a necessidade de negociações com o Irão e o Iraque, numa entrevista concedida online à BBC e os site russo Yandex, dada na quinta feira, nas vésperas da cimeira do G8.

Civil G8

Cerca de 600 representantes de organizações não governamentais participaram no Fórum Civil G8 em Moscovo, entre os quais três membros do GAIA, um deles Gualter Baptista falou ao Esquerda sobre as principais conclusões deste encontro, que discutiu com o Presidente Russo, Vladimir Putin, a agenda da cimeira do G8.

Contestação ao G8

São muitas as acções dos activistas contra o G8 na Rússia. Libertários, Fórum Social Russo e muitos outros activistas marcam a agenda. A defesa do ambiente, a luta contra a distribuição desigual da riqueza e a busca de apoios aos países mais pobres no tratamento da Sida são alguns dos assuntos que estarão na rua.

Negociações no G8

Enquanto Norte Americanos e Britânicos ocupam o Iraque para controlar o petróleo desse pais, a questão da segurança energética mundial dominará a cimeira do G8 em São Petersburgo. Segundo os estrategas russos, a paz não é possível sem que os recursos energéticos das grandes potencias estejam acautelados.