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Dossier G8

A LESTE NADA DE NOVO
Um ano depois da cimeira do G8 que teve lugar na Escócia, a Rússia recebe a reunião dos oito países mais poderosos do mundo. Se a agenda da anterior cimeira tinha como ponto forte o combate da pobreza, esta tem como mote dois aspectos não menos ambiciosos: a “segurança energética” e o “combate ao terrorismo”. Dossier G8

O ministro dos Negócios Estrangeiros Russos, Sergei Lavrov, mostrou-se confiante: “os esforços coordenados pelos parceiros do G8 para responder aos grandes desafios que se colocam têm repercussões positivas na qualidade de vida das próximas gerações”. O governo russo empenhou-se muito nesta cimeira, tendo feito um esforço de consulta das sociedade civil, chegando a patrocinar o “Civil G8”, em que mais de 600 ONGs discutiram com o presidente Putin a agenda da reunião (ver notícia sobre o G8 Civil).

Apesar destes esforços, a realização da cimeira em São Petersburgo mantém-se envolta em polémica. Por um lado, muitos sectores da sociedade civil contestam a existência do G8, que consideram um instrumento de imposição da vontade dos mais poderosos ao conjunto da comunidade internacional. Por outro lado, a preparação da cimeira está envolta no crescente clima de conflito entre os Estados Unidos e a Rússia. Recentemente, numa reunião com os Estados Bálticos, o vice-presidente dos Estados Unidos da América, Dick Cheney, acusou o governo russo de contrariar as “reformas” de Yeltsin e de fazer “guerra energética: “não há causa legítima que possa justificar a utilização do gás e do petróleo como instrumentos de manipulação e chantagem, quer seja pela manipulação dos aprovisionamentos ou pelas tentativas de controlar os transportes. E ninguém pode justificar acções que ameaçam a integridade territorial de um vizinho ou entravem o movimento democrático. A Rússia deve fazer uma escolha”. Estas declarações provocaram uma viva reacção do governo russo, tendo Putin denunciado as desmedidas ambições e apetites de poder do “camarada lobo” Norte Americano. Mas as declarações de Cheney não são fortuitas na administração Bush, Donald Rumsfeld alertou recentemente, numa tribuna difundida pelo Council on Foreign Relations, que se “a atenção dos Estados Unidos concentra-se hoje sobre o Iraque e o Afeganistão. Mas nos próximos anos isso vai mudar. E seremos forçados a escolher outras prioridades...como por exemplo a Rússia”.  A esta escalada com tons de “guerra fria junta-se um outro problema de fundo, o G8 tem sido um instrumento da dominação dos países mais poderosos, incapaz de resolver grande parte dos problemas do planeta. Exemplo disso, é o completo falhanço, devido a posição nesta matéria da administração Bush, de forçar o cumprimento do acordo de Quioto. Os esforços nessa matéria, de Tony Blair na anterior cimeira, foram completamente pífios.

Dossier: 
Dossier 009: G8
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Dossier G8

Um ano depois da cimeira do G8 que teve lugar na Escócia, a Rússia recebe a reunião dos oito países mais poderosos do mundo. Se a agenda da anterior cimeira tinha como ponto forte o combate da pobreza, esta tem como mote dois aspectos não menos ambiciosos: a “segurança energética” e o “combate ao terrorismo”. Dossier G8

Repressão G8

O comité organizador do Contra G8 e do Fórum Social Russo de São Petersburgo pedem às redes internacionais que se mobilizem contra a repressão que são vítimas os militantes das redes sindicais, políticas e associativas na Rússia.

O patrono do G8

O Presidente Russo Vladimir Putin defendeu a necessidade de negociações com o Irão e o Iraque, numa entrevista concedida online à BBC e os site russo Yandex, dada na quinta feira, nas vésperas da cimeira do G8.

Civil G8

Cerca de 600 representantes de organizações não governamentais participaram no Fórum Civil G8 em Moscovo, entre os quais três membros do GAIA, um deles Gualter Baptista falou ao Esquerda sobre as principais conclusões deste encontro, que discutiu com o Presidente Russo, Vladimir Putin, a agenda da cimeira do G8.

Contestação ao G8

São muitas as acções dos activistas contra o G8 na Rússia. Libertários, Fórum Social Russo e muitos outros activistas marcam a agenda. A defesa do ambiente, a luta contra a distribuição desigual da riqueza e a busca de apoios aos países mais pobres no tratamento da Sida são alguns dos assuntos que estarão na rua.

Negociações no G8

Enquanto Norte Americanos e Britânicos ocupam o Iraque para controlar o petróleo desse pais, a questão da segurança energética mundial dominará a cimeira do G8 em São Petersburgo. Segundo os estrategas russos, a paz não é possível sem que os recursos energéticos das grandes potencias estejam acautelados.