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Nova Orleães

NOVA ORLEÃES UM ANO DEPOIS DO KATRINA

Na próxima terça-feira assinala-se o primeiro aniversário do dia em que o furacão Katrina destruiu a cidade de Nova Orleães. Um ano depois, a antes vibrante cidade de Nova Orleães continua a parecer uma área de desastre. Pelo menos 400 mil pessoas da área metropolitana de Nova Orleães não puderam ainda voltar a casa. No dossier desta semana, a organização Justice for New Orleans faz um balanço da situação, no artigo Um ano depois do Katrina. O cineasta Spike Lee estreou no dia 17 um documentário de quatro horas sobre o desastre, intitulado Quando as Barragens Se Romperam - Um Réquiem em Quatro Atos. A revista Newsweek considera-o a obra-prima do realizador, no artigo Depois do dilúvio. Depois de cinco meses de investigações, o Congresso dos EUA concluiu que Bush sabia, antes da tragédia, dos riscos que existiam de as barragens de Nova Orleães se romperem. E o cartoonista Ted Rall explica Porque a América precisa do Hezbollah, diante da eficácia demonstrada por aquela organização na reconstrução do Líbano.do dia em que o furacão Katrina destruiu a cidade de Nova Orleães.

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Resto dossier

Nova Orleães

Na próxima terça-feira assinala-se o primeiro aniversário do dia em que o furacão Katrina destruiu a cidade de Nova Orleães. Um ano depois, a antes vibrante cidade de Nova Orleães continua a parecer uma área de desastre. Pelo menos 400 mil pessoas da área metropolitana de Nova Orleães não puderam ainda voltar a casa.

A catástrofe não acabou

Um ano depois do Katrina, a situação de Nova Orleães continua de desastre. Dos habitantes da cidade, 200 mil não conseguiram voltar para casa. A cidade perdeu mais de 43 mil casas para alugar e as rendas dispararam, empurrando para fora do mercado as pessoas que não podem pagar tais preços. O índice oficial de aumento de rendas é 39%. Água, electricidade, saúde, educação - tudo piorou.

Documentário

Milhares de pessoas assistiram à pré-estréia do filme de Lee "When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts" (Quando os diques se romperam - Um Requiem em quatro actos). As reacções foram de dor e de orgulho. E também de riso diante de declarações feitas sem meias-palavras, especialmente as críticas ao presidente Bush e à Agência Federal de Administração de Emergências (Fema), que foram acusados de lentidão e ineficácia na reacção ao furacão. "Alguém devia ir preso", diz o trompetista Terence Blanchard diante da câmara.

Obra-prima de Spike Lee

No dia em que o Katrina começou o ataque a Nova Orleães, o cineasta Spike Lee participava do festival de cinema de Veneza e recusou-se a deixar o quarto do hotel. "Fiquei lá, de olhos fixos na televisão", disse mais tarde. "Eu não conseguia acreditar que aquilo estava a acontecer nos EUA. O documentário "When the Levees Broke - A Requiem in Four Acts" [Quando as Barragens Se Romperam -Um Réquiem em Quatro Atos], de quatro horas de duração e com depoimentos de mais de cem pessoas é considerado por este artigo da Newsweek "possivelmente o trabalho mais essencial nos seus 20 anos de carreira."

Conclusão do Congresso dos EUA

Uma investigação do Congresso americano descobriu agora que Marty Bahamonde, funcionário da Agência Federal de Administração de Emergências (Fema), constatou o problema da barragem de Nova Orleães e reportou o perigo ao Departamento da Segurança Interna na noite anterior ao acidente. O aviso foi repassado directamente à Casa Branca.

A conclusão é do Congresso, após 5 meses de investigação.

Incompetência americana

Percebemos que os EUA se transformaram num país de Terceiro Mundo quando os libaneses bombardeados recebem mais do que nós", afirma o cartoonista norte-americano Ted Rall, ao comparar os míseros dois mil dólares que o governo dos EUA deu às vítimas do furacão Katrina com o que o Hezbollah deu às vítimas dos bombardeamentos israelitas. O Hezbollah ganha em todas as comparações. Não seria de contratá-lo para reconstruir o World Trade Center?