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Receita Sócrates: FMI, faça você mesmo!

Depois do estrondo do PEC4, às escondidas da moção de censura da véspera, e da manif do precariado, o parlamento foi sacudido pela intriga PSD/PS. Que para o PSD três foi a conta que Cavaco fez, três PEC ainda vá, quatro é que não!

O desentendimento entre os dois partidos da austeridade viria a confronto num agendamento do BE, uma interpelação ao governo sobre parcerias publico-privadas (PPP) e o efeito do "danado" do PEC.

Ficou tudo claro, o PSD também quer agravar a austeridade sobre o povo, o seu porém é ser ele próprio a chefiar a coisa.

Nessa interpelação, o José Manuel e o Heitor disseram das boas ao Teixeira dos Santos sobre o roubo dos direitos sociais e o escândalo dessas parcerias que são uma renda especulativa para o capital com valores muito acima da agiotagem dos juros da dívida pública, agora tão na berra!

O José Guilherme e o João"apertaram-no" com a recapitalização da banca à custa do contribuinte...Confirmado pelo próprio, sem margem para dúvidas: renegociar PPP’s  nem pensar, disse essa coisa espantosa que não só não conseguia baixar os juros como ainda pagaria mais aos privados, capitulação pura!

Tal como na banca, asseverou ali, preto no branco, que se for preciso o estado injectar capital na banca privada fá-lo-á. Fá-lo-á mesmo se cortou em todos os apoios sociais, mesmo quando o país se vê, de cara em cara, na espiral da miséria.

A prioridade faz a escolha social e o lado que se serve. A mesma escolha quando, em declaração política, a Rita denunciou as intenções governativas de liberalizar as rendas de casa e prover a despejos automáticos, aí logo veio o PS alcandorar-se a partido dos senhorios, e não dos pequenos, e das imobiliárias, querem lá saber dos inquilinos pobres e idosos.

O Pedro Filipe levou a debate aquilo que todos pedem: o tabelamento administrativo dos preços dos combustíveis. A GALP votou contra, dando procuração bastante a CDS, PSD e ao liberalóide PS para manterem o "cartel da gasolina".

A Ana insistiu com regras inclusivas e de respeito profissional para o concurso de colocação de professores, mas eles, que tinham vindo de se juntar aos milhares no Campo Pequeno, ficaram nos "adiados" da nação...

Último dia: debate com o primeiro-ministro: que não, não queria nada congelar as pensões dos reformados, só queria enregelá-las bem, coisa bem diferente, fariam o favor de não serem maldosos.

O Francisco explicou-lhe que os 300 milhões que retirava aos reformados acontecia ao mesmo tempo que dava de mão beijada 150 milhões ao consórcio Mota Engil/BES só por extras duma PPP...O original do prontuário político é a tese muito Sócrates, a propósito dos despedimentos a preço de saldo, de que há uma diferença abissal entre chamar o FMI ou aquilo que está a dar: FMI, faça você mesmo!

Sobre o/a autor(a)

Dirigente do Bloco de Esquerda, professor.
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