You are here

A maioria dos interesses

A Assembleia da República rejeitou, com os votos da maioria PS/PSD, um projecto-lei do BE para limitar a remuneração fixa dos gestores públicos ao salário do Presidente da República.

A Assembleia da República rejeitou, com os votos da maioria PS/PSD, um projecto-lei do BE para limitar a remuneração fixa dos gestores públicos ao salário do Presidente da República. No mesmo sentido, a mesma maioria uniu-se para que os gestores de empresas públicas regionais não pudessem receber um salário superior ao do Presidente do Governo Regional e as municipais ao ordenado do presidente da respectiva câmara municipal.

As propostas foram justificadas porque tais situações revelam a “injustiça social” e a “incoerência de um sistema remuneratório” dos gestores num país em que a crise serve de “argumento” para o corte de 10% nos salários dos funcionários públicos acima dos 1.500€ e o congelamento das pensões. Será isto aceitável num país em que se exigem sacrifícios sempre para os mesmos?

Mais uma vez, o PS e o PSD uniram-se para que, agora e no futuro, os interesses do bloco central se mantenham intocáveis. E Sócrates já veio avisar que se as medidas de austeridade não chegarem para se atingir o défice de 4,6% em 2011, há que prosseguir o mesmo caminho.

No próximo dia 12 de Março, é dia da geração à rasca descer à rua para manifestar a sua raiva contra este poder pornográfico. Só há uma atitude a seguir: dar-lhes força.

Sobre o/a autor(a)

Economista de transportes
(...)