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Cresce solidariedade com o Sahara Ocidental

Personalidades nacionais pedem ao Governo que apoie esforços para a realização de um Referendo de Autodeterminação no Sahara Ocidental. Entre os assinantes estão sindicalistas, artistas, escritores, professores, entre muitos outros.
Acampamento da Liberdade, em El Aíun, onde permaneciam mais de 20 mil saharauis em protesto, foi destruído brutalmente por Marrocos no início de Novembro.

Um conjunto de 28 figuras públicas da área da política, da cultura, das artes, e da academia dirigiu uma carta aberta ao Primeiro-Ministro e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a questão do Sahara Ocidental.

Álvaro Siza Vieira, Frei Bento Domingues, João Proença, José Augusto França, José Mattoso, Manuel Carvalho da Silva, Mário Nogueira, Miguel Galvão Teles, Maria Helena Mira Mateus, Teresa Féria e Vasco Lourenço encontram-se entre os subscritores desta tomada de posição que “ganha um relevo especial pelo facto de a questão do Sahara Ocidental (antiga colónia espanhola do norte de África em grande parte ocupada por Marrocos) se encontrar numa fase decisiva e de Portugal estar prestes a assumir o seu lugar como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Também o Professor de Filosofia Viriato Soromenho-Marques, a jornalista Maria João Seixas, e os escritores José Luís Peixoto e Jacinto Lucas Pires (actual mandatário da Juventude para a candidatura presidencial de Manuel Alegre) assinam a carta.

Segundo a Associação de Amizade Portugal–Sahara Ocidental (AAPSO) — promotora desta iniciativa — o Sahara Ocidental “é um dos dossiers que exigirá um acompanhamento permanente durante todo o mandato e relativamente ao qual Portugal, com o seu historial de defesa intransigente e diplomaticamente hábil dos direitos do povo de Timor-Leste, em primeiro lugar do direito do povo timorense à autodeterminação e independência, poderá dar um contributo específico e valioso”.

Segundo o texto da carta: “Uma solução clara deste conflito abrirá novas perspectivas para Marrocos, para a região e para o diálogo euro-mediterrânico”. E a exemplo do que aconteceu com o caso de Timor-Leste, os signatários pretendem que o Governo Português apoie “todos os esforços internacionais conducentes à realização do referendo de autodeterminação” no território.

Ler carta e conhecer todos os/as assinantes. 

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