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Dividendos da PT são um "roubo"

Cerca de 50 trabalhadores das Páginas Amarelas e activistas do movimento Precários Inflexíveis concentraram-se na Portugal Telecom em protesto contra distribuição de mais de 900 milhões de euros em dividendos aos accionistas desta empresa e contra despedimento de 70 trabalhadores.
Precários Inflexíveis e trabalhadores das Páginas Amarelas juntos contra “estratégia de precarização no emprego” e “lógica de lucro a qualquer preço”. Foto de Mariana Filipe.

Esta terça-feira, a Portugal Telecom antecipa a distribuição de dividendos extraordinários aos seus accionistas, resultantes da venda da operadora brasileira Vivo, fugindo assim às regras de tributação que entram em vigor em 2011.

Num período de contenção da despesa pública e de implementação de medidas de austeridade, entre as quais o corte no abono de família, num total de cerca de 250 milhões de euros, e a redução salarial na função pública, que representa uma poupança de 800 milhões, a PT consegue, desta forma, escapar-se ao pagamento de cerca de 260 milhões em impostos que deviam ir para os cofres do Estado e distribuir 900 milhões de euros pelos seus accionistas.

Contra este “roubo aos desempregados, trabalhadores e trabalhadores precários, incluindo os da própria PT”, cerca de 50 trabalhadores das Páginas Amarelas e activistas dos Precários Inflexíveis concentraram-se à frente da sede da PT, em Lisboa, pelas 13h. Munidos de faixas, tambores, pandeiretas e malas, os participantes desta acção assinalam desta forma “o resgate do dinheiro que Henrique Granadeiro e Zeinal Bava hoje desviam”.

Despedimento colectivo nas Páginas Amarelas

Helena Oliveira, da comissão de trabalhadores das Páginas Amarelas, afirmou à Lusa que os trabalhadores também manifestam desta forma o seu descontentamento pelo processo de despedimento de 70 trabalhadores das Páginas Amarelas. "As Páginas Amarelas são uma empresa com lucro. Tivemos cerca de seis milhões de euros de lucro o ano passado. Não se justifica este despedimento de 70 trabalhadores efectivos", declarou esta representante.

Apoio do movimento Precários Inflexíveis 

Activistas dos Precários Inflexíveis juntaram-se aos protestos como forma de denúncia daquela que João Almeida, pertencente a este movimento, identifica como “estratégia de precarização no emprego” e “lógica de lucro a qualquer preço com consequências gravíssimas para a sociedade".

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