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Aumento do preço dos transportes

Em janeiro de 2010, o preço dos transportes irá aumentar, em média, 3,5% nos passes e 4,5% no global das tarifas. Nos eléctricos da Carris o acréscimo é de mais de 70%. Bloco acusa governo de “ceder aos interesses dos patrões da indústria”.
A tarifa de bordo nos eléctricos da Carris vai aumentar de 1,45 para 2,5 euros .Foto de matt.hintsa, FlickR.

Depois do anúncio da privatização das linhas urbanas da CP de Lisboa e Porto, do despedimento de milhares trabalhadores e da redução do apoio para o passe dos estudantes, são agora conhecidos os aumentos nos transportes públicos, que irão penalizar os utentes num ano de aumento de desemprego, aumento da carga fiscal e diminuição dos rendimentos da maioria da população.

O preço do bilhete simples de uma zona do Metro de Lisboa aumenta cinco cêntimos, passando a custar 90 cêntimos. Para o bilhete de duas viagens na Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), o aumento é idêntico, sendo que a tarifa aplicada passa a ser de 1,85 euros.

 No caso do passe combinado Carris-Metro de Lisboa Urbano 30 dias o aumento já é de um euro, passando a custar 29,45 euros, enquanto que no passe combinado Carris-Rodoviária de Lisboa para uma coroa o aumento é de 1,55 euros. A despesa associada à compra do cartão Lisboa Viva regista um acréscimo de dois euros.

A tarifa de bordo nos eléctricos da Carris vai aumentar de 1,45 para 2,5 euros a partir de sábado, o que representa um acréscimo de mais de 70 por cento. O secretário-geral da Carris justifica “a criação de uma tarifa de bordo específica para a rede de eléctricos, não como forma de penalizar os clientes, mas como forma de desincentivar a aquisição de título a bordo”.

A CP anuncia no seu site que “brevemente estarão disponíveis para consulta os preços dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Regional e InterRegional”.

Em julho deste ano, os transportes públicos já haviam aumentado, em média, 1,2 por cento, abrangendo os urbanos de Lisboa e do Porto, os colectivos rodoviários e ferroviários interurbanos e os fluviais da Área Metropolitana de Lisboa.

Bloco acusa Governo de ceder aos interesses dos patrões da indústria

O deputado Heitor de Sousa acusou o governo, durante o Debate de Actualidade sobre Política de Transportes, marcado pelo Bloco, de ceder “mais uma vez aos interesses dos patrões da indústria” ao anunciar um aumento geral de +4,5% no preço dos transportes e a redução para quase metade do apoio aos passes dos jovens estudantes.

Heitor de Sousa considera que o aumento do preço dos transportes “é um ataque inaceitável ao poder de compra das famílias”, sendo que “2011 vai ser um ano de redução generalizado do rendimento líquido das famílias, de redução de salários, aumento dos impostos e de congelamento de pensões”.

O governo apresentou no Programa de Estabilidade e Crescimento e no Orçamento do Estado para 2011 o maior plano de privatizações de sempre, que incide, especialmente, sobre o sector dos transportes. A política de privatização dos operadores públicos, a par da diminuição dos serviços de transporte disponibilizados, irá penalizar severamente os utentes.

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