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Governo inglês poderá ser processado

Treinar esquadrões da morte no Bangladesh viola as obrigações do Reino Unido face às leis internacionais, argumenta advogado.

Treinar as forças as forças para-militares “Rapid Action Battalion” (RAB) do Bangladesh, consideradas responsáveis por centenas de assassinatos extra-judiciais e pelo uso de tortura, viola as obrigações do Reino Unido face às leis internacionais, argumenta um advogado que vai processar o governo britânico.

A acção legal está a ser promovida por Phil Shiner, do “Public Interest Lawyers”, que representa também os familiares de Baha Mousa, recepcionista de hotel no Iraque, morto pelas torturas recebidas por tropas britânicas em 2003.

Numa carta ao ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, o advogado alegou que o Reino Unido “ajudou o Bangladesh a passar por cima de normas da lei internacional”, e acrescentou: “O público britânico deve estar aborrecido com a hipocrisia do governo a respeito da tortura e da prática de assassinatos extra-judiciais. Afirma que condena ambos mas, na prática, ajuda Estados que sabem que estão a violar estes direitos básicos.”

O ministério dos Negócios Estrangeiros declarou que os treinos estão “dentro das nossas leis e valores”.

A Human Rigths Watch, que condena as RAB há quatro anos, pediu que o Reino Unido suspenda esse apoio imediatamente.

Os telegramas da Wikileaks deixam claro que as forças americanas são impedidos de oferecer qualquer tipo de assistência às RAB porque a lei de EUA proibe treinos ou apoio financeiro a organizações responsáveis de grandes violações de direitos humanos.

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