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Afeganistão: Mortos mais de 700 soldados da força internacional em 2010

O número de soldados da coligação internacional mortos no Afeganistão desde o início do ano ultrapassou a barreira dos 700, de acordo com uma contagem da AFP. Reforço português no Afeganistão custará mais 1,1 milhões.
Fuzileiros portugueses da Força de Protecção Integrada nas Forças Internacionais de Segurança e Assistência no Afeganistão, equipam-se antes de iniciarem uma operação, em Cabul. Junho 2010 - Foto Manuel de Almeida/LUSA

Segundo os dados disponíveis no site independente icasualties.org, a partir do qual a APF apresenta os dados, morreram no conflito desde 1 de Janeiro até hoje 701 militares das tropas internacionais que integram a coligação encabeçada pelos Estados Unidos no Afeganistão, o que torna este ano o mais mortífero desde o início da intervenção, em 2001.

O ano de 2009, com 521 mortos, tinha já sido o mais sangrento para as tropas internacionais, que desde há três anos enfrentam uma considerável intensificação da rebelião dos talibãs.

Reforço no Afeganistão custa mais 1,1 milhões aos portugueses

Os novos militares portugueses formadores, cujo reforço o ministro da Defesa tinha anunciado na cimeira da NATO, partem para o Afeganistão em Março e custarão mais 1,1 milhões de euros ao Estado, admitiu o ministro da Defesa.

"Considerando que não é necessário reforçar nem a força de protecção nem o módulo de apoio, o custo adicional representado pelos 26 militares das Forças Armadas, integrados nos 41 [que formam o total do reforço aprovado na semana passada pelo Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN)], será de cerca de 1,1 milhões de euros", revelou o ministro da Defesa, Santos Silva, em declarações ao Diário Económico.

"A passagem do contingente no Kosovo para metade permite libertar meios financeiros que serão usados para sustentar o reforço das participações portuguesas no Afeganistão, na [Operação] Atalanta e na Ocean Shield", adiantou o ministro, justificando assim que o custo acrescido do reforço do contingente aprovado, também, pelo Presidente da República, Cavaco Silva, no âmbito do CSDN será compensado pela diminuição do efectivo português no Kosovo.

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