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Factura com o BPN acima de 5 mil milhões de euros

Bloco exige explicações sobre o pedido de injecção de mais 500 milhões de euros no BPN. Valor gasto no banco “permitiria impedir grande parte das medidas de austeridade aprovadas no último Orçamento do Estado, nomeadamente cortes nas prestações sociais, salários e reformas”.
“As pessoas têm de ter toda a informação sobre a situação do BPN para que não se continue a deitar dinheiro sobre o problema sem qualquer espécie de controle", disse José Gusmão

O deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda, pediu a presença no Parlamento do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para explicar um pedido de aumento de capital de 500 milhões de euros feito pela administração do Banco Português de Negócios, confirmado pelo Ministério das Finanças, que se encontra em apreciação.

“As pessoas têm de ter toda a informação sobre a situação do BPN para que não se continue a deitar dinheiro sobre o problema sem qualquer espécie de controle e sem garantia de que o problema será resolvido. Porque este aumento de capital faria aumentar a factura com o BPN para cima de cinco mil milhões de euros”, salientou, acrescentando que ovalor envolvido “permitiria impedir grande parte das medidas de austeridade aprovadas no último orçamento do Estado, nomeadamente cortes nas prestações sociais, salários e reformas”.

O deputado adiantou ainda que o Bloco de Esquerda chamou também à AR o governador do Banco de Portugal e os presidentes da Caixa Geral de Depósitos e do BPN.

Aumento de capital do banco

De acordo com o jornal Público desta segunda-feira, o governo prepara-se para anunciar em breve a injecção de fundos públicos, de 500 milhões de euros, através de um aumento de capital do banco intervencionado pelo Estado. A Caixa Geral de Depósitos deve sair da administração do BPN, onde está desde que a instituição foi nacionalizada, em Novembro de 2008.

Segundo o Público, depois de falhada a privatização do BPN – porque ninguém o quis comprar – ao Estado restavam duas soluções, qualquer delas com custos: ou recapitalizava a instituição, ou pedia a sua liquidação. A decisão terá sido a de injectar cerca de 500 milhões de euros de fundos públicos no BPN, através de um aumento de capital, de modo a limpar a situação líquida negativa do banco. Esta medida contribuirá para um agravamento do défice orçamental (de cerca de 0,3% do PIB) no ano em que for realizada.

O Ministério das Finanças reconheceu que recebeu do Conselho de Administração do BPN um pedido de aumento de capital no montante máximo de cerca de 500 milhões de euros, e que o pedido se encontra “em apreciação”.

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