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Espanha: mobilização geral contra aumento da idade da reforma

Os dois maiores sindicatos espanhóis, a UGT e as CCOO, promoveram este sábado cerca de quarenta manifestações contra o aumento da idade de reforma, juntando dezenas de milhares de pessoas em Madrid.
Os sindicatos alertaram nas diversas manifestações que em Janeiro vão agravar-se os conflitos sociais e não descartaram a hipótese de uma nova greve geral. Manifestação em Madrid, 18 de Dezembro 2010. Foto Emilio Naranjo/EPA/LUSA

Conforme relata o El País, o secretário-geral da CCOO, Ignacio Fernández Toxo, fez uma advertência ao Governo: "está nas suas mãos" evitar uma greve geral e adiar a proposta do aumento em 2 anos da idade da reforma, dos 65 actuais para 67. Toxo falava aos jornalistas minutos antes de participar na manifestação, que juntamente com a UGT a CCOO convocou para a tarde deste sábado, em Madrid, sob o lema "A mobilização continua. Recuperar direitos, defender o estado social e não ao aumento da reforma para os 67 anos".

Segundo Toxo, as poucas próximas semanas serão cruciais para determinar se haverá outra greve geral depois da de 29 de Setembro. Os sindicatos alertaram nas diversas manifestações que em Janeiro vão agravar-se os conflitos sociais e não descartaram a hipótese de uma nova greve geral.

Por sua vez, o secretário-geral da UGT, Colin Campbell, declarou que a proposta do Governo para colocar a idade legal da reforma nos 67 anos é uma "linha vermelha", que torna difícil chegar-se a um acordo, tanto no campo do diálogo parlamentar como no social.

Os dois sindicatos querem aumentar a pressão sobre o governo socialista de José Luiz Zapatero, que no fim de Janeiro vai apresentar alterações ao regime de reformas. A subida da idade da reforma em dois anos, proposta de Zapatero, “não faz sentido agora, com um nível de desemprego entre os jovens tão elevado”, afirmou Maria Eugénia Marcos, ex-trabalhadora da Telefonica no desemprego, citada pela Lusa.

Muitos milhares em Madrid contra o aumento da idade da reforma

Dezenas de milhares de pessoas, segundo uma estimativa da polícia, participaram na manifestação no centro da capital espanhola, sob uma vaga de bandeiras vermelhas. Noutras cidades espanholas, incluindo Barcelona, realizaram-se acções de protesto semelhantes.

As manifestações são realizadas no âmbito da chamada da Confederação Europeia de Sindicatos que tem convocado protestos em todo o continente para pressionar os diferentes Governos, e impulsionar "uma estratégia comum e justa" na solução para a crise.

Enquanto os sindicatos afirmavam nas manifestações que as próximas semanas serão determinantes para se saber se haverá greve geral ou não, Zapatero reafirmou no mesmo dia, em Bruxelas, a sua determinação em fazer aprovar no fim de Janeiro o aumento da idade de reforma de 65 para 67 anos.
 

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