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Copenhaga: Polícia obrigada a indemnizar manifestantes

Um ano depois do maior protesto pela justiça climática durante a cimeira de Copenhaga, a justiça dinamarquesa considerou ilegal a detenção preventiva de dois mil manifestantes.
Os detidos que apresentaram queixa irão ser indemnizados por ordem do tribunal dinamarquês. Foto kk+/Flickr

A manifestação juntou mais de 100 mil pessoas e a polícia deteve cerca de duas mil. "Muitos destes presos foram encurralados juntos, forçados a sentar-se no pavimento gelado durante horas, de  pulsos algemados (e alguns tornozelos também)", descrevia a activista norte-americana Naomi Klein, também presente nos protestos na cimeira de Copenhaga.

Passado exactamente um ano desde os acontecimentos, o tribunal de Copenhaga ordenou o pagamento de verbas entre 585 e 1170 euros a cada um dos duzentos manifestantes que apresentaram queixa formal e poderá ter ainda de indemnizar outros 800, com a factura total para a polícia a poder ultrapassar um milhão de euros, segundo o jornal Guardian. A polícia já recorreu da decisão.

A decisão judicial surgiu na mesma altura em que foi divulgado um vídeo pela estação pública de televisão com a transmissão via rádio das comunicações entre os agentes policiais nessa manifestação. Nas ordens dadas via rádio, um dos oficiais diz aos agentes "Quero ver esses bastões a bater!"  e transmite instruções para que os jornalistas também não sejam poupados às bastonadas.

"É totalmente inaceitável que um oficial superior de polícia venha incitar à violência contra jornalistas em serviço. Isto não é digno de uma sociedade democrática", afirmou Line Bafod, dirigente da Aliança Verde-Vermelha ao questionar o ministro da Justiça sobre esta matéria que escandalizou a sociedade dinamarquesa esta semana.



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