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Bloco quer esclarecer despedimentos no sector dos Transportes

Deputado Heitor de Sousa observa que 24 horas depois de o governo garantir que não queria facilitar os despedimentos, vem agora anunciar a redução de postos de trabalho nas empresas de transportes.
Trata-se de “um ataque inaceitável ao emprego e aos direitos dos trabalhadores", diz Heitor Sousa. Foto de Paulete Matos

O Bloco de Esquerda requereu a ida do ministro das Obras Públicas ao Parlamento para esclarecer a intenção de empresas do Estado de despedir centenas de trabalhadores no sector dos transportes.

Segundo o Jornal de Negócios, a CP pretende suprimir 600 postos de trabalho para cumprir a meta de redução em 15% dos custos de funcionamento no próximo ano. Também o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante denunciou à Lusa a intenção da Transtejo de vender sete embarcações e acabar com o trajecto Trafaria-Porto Brandão-Belém, que passará a ser só Porto Brandão-Belém.

Para o deputado Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, trata-se de “um ataque inaceitável ao emprego e aos direitos dos trabalhadores, e ao direito também ao transporte por parte das pessoas em geral”, disse.

Heitor de Sousa lembrou que ainda na quarta-feira, num debate parlamentar sobre “flexibilização da legislação laboral”, o secretário de Estado Valter Lemos garantiu que o governo não pretendia facilitar os despedimentos. “Vinte e quatro horas depois é o próprio governo que, por intermédio das suas empresas públicas, vem anunciar a redução de centenas ou de milhares de postos de trabalho no sector dos transportes. Isto é totalmente inaceitável e precisa de uma explicação cabal e aprofundada por parte do ministro”, insistiu.

Todas as empresas do Sector Empresarial do Estado entregaram ao governo um plano de redução de custos. Com estes planos, o governo pretende reduzir, em termos globais, 15% nos custos operacionais das empresas do SEE. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, afirmou à Lusa que os planos de redução de custos nas empresas sob a sua tutela são “um processo normal, que decorreu em diálogo, em sintonia, com o Ministério”.

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