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Futuro do Rivoli em causa

Francisco Louçã e Catarina Martins estiveram em frente ao Rivoli com agentes culturais da cidade do Porto e da região Norte mostrando a sua preocupação para com o futuro deste equipamento cultural do Porto e contestando os cortes orçamentais e programáticos para a área da cultura.
Francisco Louçã, Catarina Martins e Miguel Guedes à porta do Rivoli - Foto de Paulete Matos

Num encontro que, na passada segunda feira 6 de Dezembro, juntou dezenas de pessoas entre eles Miguel Guedes, Mário Moutinho, Ada Pereira da Silva, Júlio Cardoso e Francisco Beja, o Bloco de Esquerda escutou as queixas de asfixia cultural na cidade, fruto de desinvestimento nacional mas também das políticas seguidas pela Câmara Municipal do Porto.

A situação em que hoje se encontra o Rivoli é, por isso, da maior preocupação. A cedência deste espaço à empresa Todos ao Palco, que produz os espectáculos de La Féria, retirou apoio e espaço para a criação e programação de várias companhias da cidade que, de repente, se viram privadas de um teatro municipal no Porto. Conhecem-se agora as consequências desta política cultural de Rui Rio para o Rivoli e para o Porto: a Câmara Municipal do Porto gastou 700mil euros por ano subsidiando La Féria; La Féria vai-se embora deixando um rasto de dívidas a trabalhadores e fornecedores, incumprindo a sua obrigação de programação e deixando o equipamento sem futuro, sem agenda e sem programa.

Os deputados municipais do Bloco de Esquerda no Porto anunciaram ainda que irão propor a criação de uma comissão de inquérito para averiguar todo o negócio bem como a situação actual do Rivoli, uma vez que a Câmara do Porto tem tentando esconder a verdade, recusando-se a tornar público o contrato com a empresa de La Féria, assim como a esclarecer uma série de questões que se têm levantado sobre o estado do teatro e do seu equipamento, e nada diz sobre os planos para o futuro deste teatro municipal.

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