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Alegre denuncia “ditadura dos mercados financeiros”

Durante um jantar promovido esta terça-feira, Manuel Alegre falou sobre a ameaça da “ditadura dos mercados financeiros” à autonomia nacional e denunciou a “tentativa de aproveitar a crise para pôr em causa direitos sociais e serviços públicos”.
Manuel Alegre alerta para os vários défices com que se confronta Portugal - “o social, o da educação, o da igualdade, o do emprego, o da saúde, o da cultura” – que põem em causa a própria democracia. Foto de Susana Borges.

Num jantar em que estiveram presentes inúmeras personalidades ligadas ao mundo da literatura, e no qual participaram, entre outros, Hélia Correia, José Manuel Mendes, Mário Vieira de Carvalho, Maria Teresa Horta ou Rui Zink, o dirigente e ex-deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas e o antigo deputado do PS e grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, Manuel Alegre evocou algumas das razões que o levaram a apresentar a sua candidatura à presidência da república.

O candidato presidencial afirmou estar convicto de que “a autonomia nacional está em risco perante a ameaça de uma nova forma de ditadura: a ditadura dos mercados financeiros” e de que “ a Europa está a ser desconstruída com o reforço do centro em desfavor dos Estados periféricos e com os contribuintes a pagarem a socialização das perdas do sistema bancário”.

Segundo Manuel Alegre, «o capitalismo financeiro está completamente desregulado» e existe uma «tentativa de aproveitar a crise para pôr em causa direitos sociais e serviços públicos que custaram a luta de muitas gerações constitui um retrocesso civilizacional».

O candidato deixou um alerta: “para além do défice das contas públicas, há outros défices” em Portugal, como “o social, o da educação, o da igualdade, o do emprego, o da saúde, o da cultura”, e há também “um défice de confiança e de esperança”.

Manuel Alegre defendeu ainda que “Portugal não pode rimar com tanta desigualdade, tanto desemprego, tanta pobreza, tão grande desequilíbrio na distribuição dos rendimentos. Não podemos permitir que a persistência de todos estes défices dê lugar, um dia, a outro bem mais doloroso: um défice de Portugal e um défice de democracia”.

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