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Trabalhadores da TAP em greve no natal e passagem do ano

Quatro sindicatos que representam os trabalhadores de terra da TAP apresentaram pré-aviso de greve para época do natal e passagem de ano. Trabalhadores protestam contra despedimentos na Groundforce.
Já estão a ser distribuídas as cartas de despedimento aos 294 trabalhadores da Groundforce. Foto de Luís Forra/Lusa

Os sindicatos da Indústria Metalúrgica e Afins (SIMA), Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), que representam os trabalhadores de terra da TAP vão paralisar por completo nos próximos dias 23 e 29 de dezembro e parcialmente nos dias 22, 24, 28 e 30 do mesmo mês.

Apesar de já estarem a ser distribuídas aos 294 trabalhadores da Groundforce, empresa de handling participada pela TAP, as respectivas cartas de despedimento, Fernando Henriques, da Comissão de Trabalhadores, afirma que ainda não desistiram de inverter esta situação e que aguardam que o poder político actue.

Tanto os sindicatos como a Comissão de Trabalhadores aguardam por audições já pedidas com a presidência da República, o ministro da tutela e a comissão parlamentar responsável pelo sector.

Comportamento “anti-negocial” e “prepotente”

No comunicado divulgado, os sindicatos esclarecem que a paralisação tem como objectivo "levar o conselho de administração da TAP e da Groundforce a alterar o seu comportamento anti-negocial, prepotente, arrogante, lesivo dos interesses dos trabalhadores e a inverter a tentativa de despedimento colectivo em Faro".

Os quatro sindicatos contestam ainda «o acto de má gestão prefigurado na intenção de despedimento colectivo em Faro», afirmando que «foram apresentadas propostas que, mantendo a escala em funcionamento» reduziriam os custos operacionais «em cerca de oito milhões de euros, tornando-a clara e inequivocamente viável» e acusam a TAP de "violação do protocolo tripartido", "que visava garantir a empresa como um todo, bem como todos os postos de trabalho".
   
Bloco de Esquerda denuncia “negociata”

A deputada Cecília Honório reuniu com a Comissão de Trabalhadores da Groundforce do aeroporto de Faro aquando o anúncio do despedimento destes trabalhadores e afirmou que este processo é claramente “uma forma de garantir que a TAP é privatizada, limpando os problemas que possa ter neste momento”. A deputada do Bloco de Esquerda adiantou ainda que “A prazo, a privatização da TAP e o fim da Groundforce custarão mais aos cidadãos do que preservar estes postos de trabalho, e é uma negociata que está por trás deste processo de privatização da TAP”.

O Bloco de Esquerda enviou ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e  ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social um conjunto de questões sobre o despedimento dos trabalhadores da Groundforce e apresentou um requerimento para ouvir em Comissão Parlamentar o Administrador-Delegado da empresa.

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