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Japão: naufrágio de Kan

Numa sondagem realizada pelo jornal Yomiuri, o primeiro-ministro Naoto Kan recebeu uma dura reprovação. Apenas 25% aprovaram o seu governo. Em Novembro eram 35%.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, vive hoje dias de cão. O seu governo, que desde o início foi pautado pela mediocridade, naufragou completamente diante da opinião publica japonesa e encontra-se encurralado.

Em recente sondagem realizada pelo principal jornal japonês, Yomiuri, Naoto Kan recebeu uma dura reprovação. Apenas 25% aprovaram o seu governo, em comparação aos já parcos 35% obtidos em pesquisa realizada em Novembro.

Kan está a ser criticado pelo que não faz em relação à economia japonesa, que continua atolada e sem perspectivas de melhorias significativas.

O que pesa bastante também são as sucessivas derrapagens do seu governo nas relações internacionais. Principalmente o episódio, em Setembro, da colisão do barco chinês com uma embarcação da guarda costeira japonesa e a prisão do seu capitão, libertado dias depois, devido às fortes pressões do governo chinês. Japão e China disputam a posse das ilhas Senkaku como é chamado o arquipélago pelos nipónicos, onde ocorreu o episódio.

Na sondagem também se verificou que 45% acham que o actual chefe do Gabinete, Yoshito Sengoku, deve renunciar, devido à série de gaffes cometidas nas últimas semanas.

Além dos seus próprios problemas, Kan também tem de carregar o peso de pertencer ao mesmo partido, Partido Democrático do Japão, da velha raposa política japonesa Ichiro Ozawa, que toda a população japonesa sabe estar metido em condenáveis transacções conhecidas como “dinheiro e política”. Ozawa esteve recentemente na mira da Justiça japonesa devido às acusações de desvio de dinheiro do seu fundo político.

Em tese, o governo de Kan, se já não naufragou, está em vias disso. Resta esperar quantos dias seguirá sentado na cadeira de primeiro-ministro japonês.

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