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BPN: nacionalização ‘facilitadora’ e ‘catastrófica’

Pela segunda vez, não surgiram compradores para o BPN. O coordenador do Bloco justifica: “BPN é um buraco sem fundo». Futuro do BPN, no qual já foram investidos 4600 milhões de euros, pode passar pela liquidação, o que custará ao estado mais 2,5 milhões.
A liquidação do BPN implica uma factura de 2,5 milhões de euros, a acrescer à necessidade de encerramento de cerca de 200 balcões do BPN e despedimento de 1700 funcionários. Foto Lusa.

Findo o prazo para a apresentação de propostas de compra do BPN, apontado para 30 de Novembro, não surgiram quaisquer compradores.

Os potenciais interessados - Montepio, Barclays e Banco BIC Portugal – consideram que o actual caderno de encargos inviabiliza qualquer negócio. Esta posição já tinha sido assumida, inclusive, antes da prorrogação do prazo do concurso.

O BPN está à venda por um preço mínimo de 180 milhões de euros, mas o seu comprador terá que assumir, de imediato, um encargo entre 400 e 500 milhões para responder a uma situação líquida negativa de 2,1 mil milhões de euros, e cumprir os mínimos de solvabilidade impostos pelo Banco de Portugal.

Perante esta situação afiguram-se três cenários possíveis: ou o governo negoceia directamente com compradores alterando o caderno de encargos, ou integra o BPN banco na CGD, ou opta pela sua liquidação. Qualquer destas hipóteses representa um custo acrescido para o Estado, sendo que, em caso de liquidação, a factura ascende a 2,5 milhões de euros, a acrescer à necessidade de encerramento de cerca de 200 balcões do BPN e despedimento de 1700 funcionários.

Francisco Louçã fala de nacionalização “catastrófica”

O coordenador do Bloco considera que «foi catastrófica esta nacionalização facilitadora para financiar o buraco de um banco como este, em vez de se protegerem os interesses dos contribuintes, prejudicou-se a economia».

Francisco Louçã afirmou que não há propostas para a compra do BPN porque o banco é um «buraco sem fundo» cuja «nacionalização facilitadora» foi «catastrófica» e prejudicou a economia. O dirigente do Bloco relembrou ainda que «os portugueses, os contribuintes, já adiantaram ao banco 4600 milhões de euros e uma grande parte é prejuízo absoluto, ou seja, vai ser pago por cada contribuinte», enquanto que “muito poucos dos responsáveis estão sequer a responder por este crime».

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