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Insólitos do Banco de Portugal no caso BPN

Os Ofícios da PGR

A 10 de Dezembro de 2004, a PGR envia o seguinte ofício ao Banco de Portugal:

A 27 de Dezembro de 2004, a resposta do Banco de Portugal foi esta:

A 15 de Junho de 2007, a PGR volta a perguntar ao Banco de Portugal:

A resposta do Banco de Portugal, 11 de Julho de 2007, foi novamente:

A PGR insiste, a 25 de Julho de 2007:

Só então, a 2 de Janeiro de 2008, vem uma resposta conclusiva do Banco de Portugal:

 

Mas de quando datam essas transferências?
 

1 de Abril de 2004 e 28 de Julho de 2004, ou seja, anteriores ao primeiro ofício da PGR, ao qual o BdP respondeu negativamente.

 

E que fez o BdP, detectado isto? Aparentemente, mais nada.

No entanto, bastou ao Deputado João Semedo requerer, através da Comissão de Inquérito, que o Montepio enviasse os extractos desta conta e...

A conta do Banco Insular foi aberta em Setembro de 1998, no balcão das Amoreiras, em Lisboa. Havia uma conta bancária comum, à ordem do Banco Insular, onde se movimentavam regularmente centenas de milhares de euros. Estavam sujeitas a registo e mesmo assim o BdP não viu. Muito deste dinheiro era transferido para offshores da SLN ou dos seus administradores. Nem após divulgar o nome das empresas o BdP se apercebeu deste facto. Mas bastou ao Bloco de Esquerda fazer uma consulta no site do Ministério da Justiça para saber quem eram os administradores em causa.

Para além disto, existia desde 2004 na conta do Insular no Montepio uma conta de títulos à ordem da SLN - o que evidenciava já a relação do Insular com o grupo SLN.

Tudo isto o BdP não detectou.

Mesmo quando, em 2008, um funcionário do BdP envia ao BPN um mail a perguntar se este conhecia o Insular, a justificação para o envio deste mail é a seguinte:

"Curiosamente, a pessoa que enviou o e-mail nem se recordava tão pouco do envio desse e-mail. O e-mail de Junho, que, pelos vistos, no BPN, caiu como uma «bomba atómica», quem o expediu fez uma coisa inocente e inocente, porque desconhecia por completo que houvesse a ligação, simplesmente."

(...)

Resto dossier

Caso BPN

Terminou a comissão de inquérito ao caso BPN, mas muitas questões ficaram sem resposta e a investigação judicial ainda continua. Neste dossier, Esquerda.net junta algumas das peças do puzzle. Dossier coordenado por Carla Luís e Luis Leiria.

Cronologia do caso BPN

O Banco Português de Negócios foi criado em 1993. Em Outubro de 2008, são publicamente conhecidas as dificuldades de liquidez em que o banco se encontra. A 2 de Novembro de 2008, o Governo de José Sócrates decide nacionalizar o BPN. Leia aqui a cronologia do caso BPN por datas:

BPN: PS esvazia conclusões do inquérito

Estamos a menos de 24h de conhecer as conclusões que o PS vai apresentar à comissão de inquérito ao caso BPN e com as quais se encerrará um dossier político que se prolonga há mais de seis meses no parlamento. O PS encontrou um estratagema para adiar até ao último momento a divulgação destas conclusões: artificialmente, "criou" dois relatórios, o expositivo e o conclusivo, o primeiro supostamente composto pelos factos e, o segundo, com as conclusões, sendo evidente que estas constituem a parte de leão do relatório.
Artigo de João Semedo

Vídeos do esquerda.net sobre o caso BPN

Francisco Louçã, a 5 de Novembro de 2008, lembrou a história do BPN e dos seus administradores, uma galeria de notáveis dos governos do PSD.

Declaração de voto do Bloco de Esquerda

Texto da declaração de voto do Bloco de Esquerda que explica porque votou contra o relatório final da comissão de inquérito ao caso BPN 

A ruinosa operação de Porto Rico

Oliveira Costa disse na Comissão de Inquérito, sobre a compra das empresas de Porto Rico, que "se não fosse o raio da Biometrics hoje não estaríamos aqui. Foi um negócio ruinoso". Aqui se resume o que foi essa operação.

Semedo: Estado só nacionalizou os prejuízos do BPN

Uma das muitas coisas que ficaram por responder, no caso BPN, é porque o Estado nacionalizou apenas o BPN, deixando de fora os accionistas da SLN, que possui muitos activos, alguns deles de muito valor. "No fundo, isto significou que o Estado nacionalizou o prejuízo, e deixou algumas riquezas do outro lado", diz o deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, ao Esquerda.net.
Entrevista de Luis Leiria

 

Bancos: nova supervisão, novo supervisor

Constâncio não vê falhas na supervisão. Teixeira dos Santos não vê falhas em Constâncio. Conclusão: Vítor Constâncio não se demite do Banco de Portugal.
Bastam duas linhas para resumir o que se passou na comissão de inquérito ao BPN, ao longo das duas últimas semanas, marcadas pelas audições dos dois principais responsáveis pelo funcionamento do sector financeiro.
Artigo de João Semedo

Insólitos do Banco de Portugal no caso BPN

O "caso BPN" e a Comissão de Inquérito ficaram marcados por questões que ficaram sempre por resolver.
De início, simples perguntas foram sendo confrontadas com depoimentos ou documentos contraditórios. Muitas delas foram tendo respostas cabais durante a Comissão - veja-se, por exemplo, as versões contraditórias de Dias Loureiro e António Marta sobre a reunião no Banco de Portugal.

Frases que marcaram

De tudo o que foi dito na comissão de inquérito ao caso BPN, aqui fica uma curta selecção de frases que marcaram os trabalhos.

BPN – o que fica depois da Comissão de Inquérito?

189 horas e 33 minutos de reuniões, muitas horas mais de preparação das mesmas, pilhas e pilhas de papel a ler, outras tantas a produzir. Este é um dos balanços possíveis da Comissão de Inquérito mais mediática e mais exigente de sempre.
No Relatório, o "oficial", o tom é mais suave. Não se consegue evitar a crítica, nem sequer ao Banco de Portugal (BdP), mas o estilo é morno e nem quanto aos negócios fraudulentos consegue ser incisivo.
Artigo de Carla Luís "Cada português pode fazer o seu próprio relatório", disse Maria de Belém, no balanço final da Comissão. Mas e o que fica para além disso? Finda a comissão, o que resta dela?