You are here

Espanha: "Vamos ganhar a greve geral!"

“A única batalha que se perde é a que não se trava! Vamos ganhar a greve geral!”, dizem os sindicalistas, que exigem que o governo altere as reformas laborais.
Concentração na Porta do Sol marcou o arranque da greve geral. Foto EPA/ALBERTO MARTIN

A Espanha realiza hoje a primeira greve geral dos últimos oito anos, a "mais necessária" de todas as convocadas até agora, como afirmam as duas principais centrais sindicais, a UGT e as Comisiones Obreras (CCOO). Os sindicalistas exigem mudanças nas reformas laborais do governo de Rodríguez Zapatero que retiram direitos aos trabalhadores, prejudica funcionários e pensionistas e aumenta a idade da reforma dos 65 para os 67 anos.

“A única batalha que se perde é a que não se trava! Vamos ganhar a greve geral!”, exclamou o secretário-geral das CCOO, Ignacio Fernández Toxo, diante de milhares de pessoas reunidas na Porta del Sol em Madrid, na noite desta terça-feira. Dali partiram depois muitos dos piquetes de greve que actuaram de madrugada.

O governo manifestou “profundo respeito pela greve, mas disse que as reformas têm por objectivo defender o estado de bem-estar social.

Os serviços mínimos nos transportes de âmbito nacional foram pela primeira vez negociados, e 20% dos comboios de alta- velocidade e dos voos domésticos serão garantidos. A negociação dos serviços mínimos nas autonomias foi desigual, e em alguns casos, como em Madrid, ficou-se pelo impasse. Toxo, das CCOO, acusou alguns governos autonómicos de impor serviços mínimos fora das margens da lei.

Um dado que reflecte o apoio que está a ter a greve é que o diário Público teve a adesão à greve de metade da redacção, sendo que a outra metade fez uma edição especial de apoio à greve. Noventa por cento da redacção do site apoiou a greve. No El País, 37% da redacção apoiou a greve.

Termos relacionados Jornadas de Luta
(...)