You are here

Despedimentos em Cuba

O anúncio de que cerca de um milhão de empregados públicos vão perder os seus empregos em Cuba, metade dos quais até Março de 2011, significa a maior mudança económica e social desde 1960. Os empregados que vêm extinto o seu emprego terão a alternativa de estabelecer-se por conta própria ou formar cooperativas, mas já há estimativas de que apenas 100 mil conseguirão outro emprego, por conta própria e incerto.
Foto de flippinyank, FlickR

Os empregados que vêm extinto o seu emprego terão a alternativa de estabelecer-se por conta própria ou formar cooperativas, mas já há estimativas de que apenas 100 mil conseguirão outro emprego, por conta própria e incerto. A medida, anunciada pela própria Central dos Trabalhadores de Cuba, levanta ainda, mais uma vez, a questão da total falta de independência dos sindicatos face ao Estado.

E deixa interrogações sobre o resultado que terá uma aposta à chinesa de incentivar o crescimento do sector privado.

Dossier coordenado por Luis Leiria.

política: 
Cuba
Comentários (1)

Resto dossier

Despedimentos em Cuba

O anúncio de que cerca de um milhão de empregados públicos vão perder os seus empregos em Cuba, metade dos quais até Março de 2011, significa a maior mudança económica e social no país desde 1960.

Governo cubano exigirá eficiência e produtividade aos seus empregados

Pagará indemnização de 60% do salário durante 5 meses aos despedidos que não encontrarem ocupação. Por Gerardo Arreola, correspondente em Havana do La Jornada.

Arranca o “novo modelo cubano” com mais de meio milhão de despedimentos

A nova política laboral elimina o subsídio de desemprego. O Estado irá manter áreas estratégicas como o petróleo, a biotecnologia e o turismo entre outras. Por Gerardo Arreola, correspondente em Cuba do La Jornada

Nuvens de tempestade capitalista sobre Havana

Depois de o governo anunciar que vai cortar 1 milhão de postos de trabalho, metade até Março de 2011, diz aos trabalhadores cubanos que se tornem empresários, numa aposta para ampliar o sector privado da ilha. Por Rory Carroll, correspondente da América Latina do Guardian

Cuba prepara-se para privatização limitada

No ”novo modelo” serão legalizadas actividades profissionais até agora consideradas como mercado negro. Por Geraldo Arreola, correspondente em Cuba do La Jornada.

O despedimento de um milhão de trabalhadores

Em todo o lugar, em todo o tempo, são precisos sindicatos que falem livremente pelos trabalhadores e que lutem pelos seus interesses, sem se subordinar aos Estados.

Democracia e autogestão como forças produtivas

Quem discutiu previamente as actuais medidas que permitem vender propriedades a estrangeiros, por 99 anos, que permitem a construção de uma grande quantidade de campos de golfe, que eliminam totalmente o magro subsídio de desemprego? Por Guillermo Almeyra, La Jornada, México.

O perigo é que Cuba acabe a parecer-se o final da URSS

O diagnóstico de Fidel Castro sobre a crise está ligado à necessidade urgente de mudanças na ilha. Estima-se que apenas cem mil conseguirão outro emprego, e em actividades por conta própria de destino incerto. Por Marcelo Cantelmi, do Clarín

Sobre aspectos da situação em Cuba

É ao povo cubano que compete, soberanamente, tomar as decisões que considere mais adequadas para prosseguir a construção do socialismo, consolidar as conquistas alcançadas e defender a soberania e a integridade territorial do seu país, diz a nota do Gabinete de Imprensa do PCP.

"Reduzir os gastos sociais abusivos"

“É necessário elevar a produção e a qualidade dos serviços, reduzir os gastos sociais abusivos e eliminar gratuitidades indevidas, subsídios excessivos, o estudo como fonte de emprego e a aposentação antecipada”, diz a Central dos Trabalhadores de Cuba. Leia a íntegra do documento.

Entrevista: Para onde vai Cuba?

Sam Farber é um socialista veterano nascido e criado em Cuba. Ele é o autor de numerosos artigos e livros sobre o país, incluindo As Origens da Revolução Cubana Reconsideradas. Falou com Alan Maass, do Socialist Worker, sobre o significado do anúncio de layoff - e sobre o futuro para Cuba.