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Mais de 2 mil pessoas na 5ª Marcha do Orgulho LGBT

Pela parentalidade, pela adopção, pela igualdade de género e, sobretudo, contra a discriminação. Foram estas algumas das motivações que levaram, este sábado, dois milhares de pessoas a participar na Marcha do Orgulho LGBT, no Porto.
Mais de 2 mil pessoas participaram na 5ª Marcha do Orgulho LGBT, no Porto. Foto de Hugo Calçada/LUSA.

Foi na Praça da República, no Porto, que as centenas de participantes na 5.ª Marcha do Orgulho LGBT se reuniram para iniciar aquilo que foi um misto de celebração pelas recentes conquistas – a aprovação na Assembleia da República do casamento entre pessoas do mesmo sexo – e de reivindicação por muitos outros direitos ainda por conseguir.

Homens, mulheres, transexuais, jovens, crianças - a participação nesta marcha foi muito diversificada e a festa animada e muito colorida.

Segundo Marta Pereira, membro da organização, “neste momento a grande questão é a parentalidade e a adopção”, acrescentando que outro tema muito importante “prende-se com a igualdade de género relativamente ao acesso médico, para que as pessoas possam de uma forma mais rápida e mais acessível” mudar de sexo.

“Paralelamente com o que faz nos outros países do mundo, a marcha é uma forma de dar visibilidade à comunidade, de trazer as questões para a rua, também de agitar um bocadinho as águas e a fazer as pessoas confrontarem-se com estas questões que nos afectam a todos”, sintetizou uma das organizadoras, acrescentando que a questão do casamento homossexual foi uma primeira vitória e que “há muita coisa por que lutar ainda”.

Marta Pereira salientou ainda o “enquadramento muito abrangente” da organização deste ano da marcha, identificando o Grupo XY, da polícia, os sindicatos, os partidos políticos e as associações com trabalho na esfera dos direitos humanos.

Presente nesta concentração esteve a AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual, que como foi criada há apenas nove meses – tendo já neste momento 40 pais associados – é a primeira vez que participou nesta marcha do Porto.

À Lusa, a presidente da AMPLOS, Margarida Faria – cuja filha é homossexual e por isso decidiu iniciar o movimento – considerou que é urgente resolver a questão da parentalidade, condenando a discriminação a que as pessoas LGBT são sujeitas.
Pedro Varela, que pela segunda vez participa nesta marcha, explica que esta acção “pretende sensibilizar as pessoas para o preconceito que as pessoas LGBT tem vindo a sofrer” em Portugal.

“Já foi aprovado na Assembleia da República o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas ainda existem várias reivindicações por resolver como a questão da adopção e da parentalidade para as pessoas que já têm filhos. Existe todo um conjunto de direitos para as pessoas transexuais que ainda estão por saldar”, disse.
 

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