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Carne de clonagem não serve para consumo

O Parlamento Europeu voltou a derrotar a Comissão e o Conselho na questão da inclusão da carne obtida através de animais clonados no grupo dos chamados "novos alimentos". Os eurodeputados votaram já pela terceira vez contra as pretensões das instâncias não eleitas.
Eurodeputados querem uma moratória à entrada no mercado de alimentos provenientes de animais clonados. Foto leestababee/Flickr

Reunido em Estrasburgo, o plenário parlamentar reafirmou que os alimentos obtidos a partir de animais clonados ou dos seus descendentes não são autorizados na União Europeia. Os eurodeputados pretendem que os alimentos produzidos com a aplicação das nanotecnologias sejam objecto de um regulamento específico e que, até lá, seja imposta uma moratória relativa à colocação no mercado de alimentos provenientes de animais clonados e dos seus descendentes. O Conselho Europeu pode mais uma vez não aceitar a posição dos deputados, seguindo-se um processo de conciliação.

Kartika Liotard, eurodeputada socialista holandesa membro do do grupo da Esquerda Unitária, GUE/NGL, apresentou o relatório que viria a ser aprovado e conduz a luta contra os lobbies alimentares influentes na Comissão e no Conselho desde 2006. Considera que a votação confirma que "a maioria política parlamentar apoia as minhas objecções éticas e de saúde pública à produção industrial de carne clonada para alimentação". Kartika Liotard afirma que "a clonagem implica enormes sofrimentos para as mães de substituição, os riscos de malformações são grandes e mais de metade dos clones morrem prematuramente devido a malformações e doenças".


Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu

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