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Bangladesh: milhares revoltam-se contra salários de 20 euros

Greve no sector têxtil, responsável por 80% das exportações do país. Por Tomi Mori, de Tóquio para o Esquerda.net
Os trabalhadores lutam por um salário de 57 euros mensais.

Cerca de 15 a 20 mil trabalhadores das industrias têxteis entraram em greve tomando as ruas de Dhaka, capital do Bangladesh, na quarta-feira.

A revolta teve início quando os empregados de quatro fábricas de uma das empresas líder do sector cruzaram os braços e saíram às ruas em protesto. Os trabalhadores das outras fábricas na região foram aderindo sistematicamente à paralisação. Os trabalhadores estão a lutar para aumentar os salários de 20,5 euros mensais – se não o mais baixo, um dos mais baixos do mundo.

Desde a semana passada, trabalhadores desse sector mobilizam-se contra o salário de fome existente no pais. O sector têxtil tem grande importância na economia do Bangladesh e produz para empresas de renome, como a poderosa Wal-Mart e a H&M, tendo sido responsável por 80% das exportações do país no ano passado e representa cerca de 40% dos trabalhadores industriais. 

Os trabalhadores lutam por um salário de 57 euros mensais. Essa quantia, por si só, dispensa qualquer análise.

Nos confrontos de quarta-feira, pelo menos dez polícias saíram feridos, vários trabalhadores foram presos e mais de 50 foram feridos. Os trabalhadores não tinham nada além de pedras para enfrentar a polícia.

O governo que, certamente, não vive com 20 dólares mensais, pediu paciência aos trabalhadores, mas dirigentes sindicais afirmaram que os protestos vão continuar enquanto os trabalhadores não conseguirem aumento. 

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