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Obama apresenta factura, derrame continua

Barack Obama apresentou à BP uma factura de 70 milhões de dólares pelos custos das operações de limpeza já realizadas na sequência da explosão da plataforma petrolífera no Golfo do México.
Em 45 dias, cerca de 36 milhões de litros de crude foram despejados nas águas do Golfo do México.

Passam já 45 dias sobre o início da tragédia e o crude continua a jorrar.
O presidente dos Estados Unidos deslocou-se pela terceira vez ao Estado de Louisiana para avaliar os efeitos do derrame de crude nas águas do Golfo do México e as perspectivas quanto ao futuro próximo, que continuam a não ser animadoras.

A última tentativa efectuada pela BP para contrariar os efeitos da fuga de petróleo bruto teve apenas um êxito relativo, de acordo com informações da Guarda Costeira dos Estados Unidos. Uma cápsula e um tubo de derivação colocados sobre o oleoduto entretanto serrado com um dispositivo com diamantes estão a permitir desviar precariamente para um petroleiro o equivalente a mil barris de petróleo por dia, cerca de um quinto do colume do jorro - cinco mil barris.

Todas as outras tentativas falharam e a insuficiência da actual garante que a mancha de poluição vai continuar sem governo através das águas oceânicas, pântanos, salinas e praias de vários Estados norte-americanos.

A factura apresentada por Obama à BP diz respeito apenas aos trabalhos de limpeza já efectuados pelas autoridades norte-americanas mas não cobre os danos de vária ordem causados à pesca, ao turismo e ao meio ambiente, áreas onde os prejuízos são incalculáveis, principalmente no Louisiana.

O facto de o crude continuar a jorrar, agora com um volume aproximado de 650 mil litros por dia, vai ter consequências agravadas uma vez que se aproxima a temporada dos furacões e das tempestadas tropicais, que se prevê especialmente agressiva este ano.

Em relação ao meio ambiente no Estado do Louisiana, responsáveis de reservas naturais dizem que "milhares de manchas de crude estão a atingir pântanos e salinas de uma maneira devastadora". O pelicano do Louisiana, espécie de ave que foi salva da extinção com muita dificuldade durante os últimos oito anos, corre agora o risco de regressão.

Com a aproximação do período de utilização das praias, a BP propõe-se colocar barreiras ao largo para evitar a progressão do crude, mas todas as iniciativas do género anteriormente efectuadas tiveram resultados insuficientes. A mancha negra encaminha-se para as costas da Florida, onde a actividade balnear se intensifica a partir de agora.

Robert Dudley, director-executivo da BP, afirmou que o objectivo da empresa, de momento e tendo em conta as experiências anteriores, é "minimizar os efeitos da fuga de crude". "No final de Agosto esperamos chegar ao fim", anunciou. O governo dos Estados Unidos pôs entretanto a empresa em tribunal devido à ineficácia demonstrada no combate aos efeitos da explosão da plataforma Deepwater Horizons, em 20 de Abril.

Em relação ao método actualmente em actualização os técnicos da BP afirmam que não podem garantir os resultados uma vez que é a primeira vez que uma solução deste tipo é experimentada, tal como acontecera com a maioria das anteriores.

Em 45 dias, cerca de 36 milhões de litros de crude foram despejados nas águas do Golfo do México. Se as previsões dos técnicos da BP para dar por concluída a operação se concretizarem - final de Agosto - mais cerca de 57 milhões de litros serão derramados em 88 dias (ao ritmo actual). Isto significa que cerca de 100 milhões de litros de crude poluirão as águas e as costas em 133 dias. Aquela que já é considerada a maior catástrofe ecológica dos Estados Unidos poderá atingir proporções ainda bem mais alarmantes.

Artigo publicado no site do Grupo Parlamentar Europeu do Bloco de Esquerda.

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