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Técnicos de diagnóstico e terapêutica em greve

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciam, esta segunda-feira, o primeiro de três dias de greve. Em causa está a actualização das carreiras e dos salários. A paralisação poderá afectar desde cirurgias programadas até à recolha de sangue.
Além da questão da carreira, os técnicos de diagnóstico e terapêutica queixam-se do desemprego no sector e da crescente precarização das condições de trabalho.

Almerindo Rego, presidente do Sindicato das Ciências e Tecnologias de Saúde (SCTS), um dos que convocou a greve, acusa a Ministra da Saúde, Ana Jorge, de ter "rompido unilateralmente" as negociações para definir a criação de uma carreira de técnicos de saúde.

Segundo o dirigente sindical, a ministra comprometeu-se em Fevereiro deste ano a retomar as negociações, mas depois "deu o dito por não dito" num ofício enviado aos sindicatos.

"Nem um processo de negociação apresentou. Isto é grave, porque os nossos salários são os mais baixos entre os licenciados do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Esta situação arrasta-se há 10 anos", lamentou, em declarações à Lusa.

Além da questão da carreira, os técnicos de diagnóstico e terapêutica queixam-se do desemprego no sector, da crescente precarização das condições de trabalho e da "invasão" dos seus postos de trabalho por pessoas sem qualificação.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica, cerca de oito mil no SNS, realizam as análises clínicas, as radiografias, as terapias de recuperação e alguns exames ao coração.

O presidente do SCTS estima uma adesão à greve com "grande expressão", prevendo que as áreas mais afectadas sejam as recolhas de sangue, algumas cirurgias programadas e as análises clínicas.

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