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PS decide apoiar Alegre

O apoio do PS à candidatura presidencial de Manuel Alegre foi aprovada, este domingo, na reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista, com 10 votos contra e uma abstenção.
"Que cada um faça desta campanha um sinal de renovação", disse Manuel Alegre aquando da apresentação formal da sua candidatura presidencial no início de Maio, 2010.

A proposta de apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre partiu do secretário geral do PS, José Sócrates. “O PS é um partido de responsabilidade” e “não se abstém” perante as principais decisões, afirmou José Sócrates, citado por um dos presentes na reunião.

Com estas palavras, José Sócrates afastou a tese da corrente que defendia que o PS não deveria apoiar nenhum candidato nas eleições presidenciais, dando liberdade de voto aos seus militantes.

Em relação à candidatura de Manuel Alegre, Sócrates declarou que o seu partido e o candidato partilham um valor comum: "o do progressismo".

À entrada para a reunião, alguns dirigentes socialistas manifestaram posições diversas em relação a Alegre, como foi o caso do eurodeputado Capoulas Santos, que propôs liberdade de voto para os opositores à candidatura de Alegre.

O presidente da Federação Distrital do PS de Setúbal, Vítor Ramalho, por seu lado, salientou que Manuel Alegre concorreu contra o candidato dos socialistas nas últimas presidenciais, Mário Soares, e, quando interrogado sobre quem o partido devia apoiar, respondeu: "Ninguém".

Já o presidente do partido, Almeida Santos, disse, também antes da reunião, que não resta alternativa ao PS que não seja apoiar Alegre.

No plano interno, o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Francisco Assis, manifestou a sua convicção de que, após a decisão tomada pela Comissão Nacional do PS, haverá unidade dentro do seu partido “unidade” em torno da candidatura de Alegre. E deixou um aviso aos dirigentes socialistas anti-Manuel Alegre: “esta decisão [da Comissão Nacional do PS] compromete todos os militantes”.

O líder parlamentar do PS salientou ainda a ampla maioria com que o seu partido decidiu apoiar a candidatura de Manuel Alegre.

Já Mário Soares afirmou na semana passada que esperava que o PS se definisse quanto às presidenciais, embora não pense votar em Alegre. "Eu também tenho uma coisa muito importante, que é a minha consciência", disse o histórico socialista.

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