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Mais de 1000 postos de trabalho em risco na BRISA

A substituição de trabalhadores por máquinas deve acabar com mais de 1000 postos de trabalho. Sindicato acusa empresa de promover "um despedimento massivo, encapotado por rescisões por mútuo acordo de trabalhadores.

A Brisa Auto-estradas de Portugal admite já ter dado início ao processo de rescisões por mútuo acordo dirigido aos portageiros. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusa a empresa de promover um despedimento massivo e que os contratos a termo certo não serão renovados, trabalhadores das empresas de trabalho temporário passarão a assegurar os períodos de 'pico' e férias.

A empresa recusa a ideia de estar a promover um despedimento massivo de trabalhadores que serão substituídos por máquinas, situação considera "absolutamente inaceitável” pelo sindicato: “tanto mais que se trata de uma empresa que apresenta, desde sempre, lucros excepcionais, concessionária de serviços públicos e ex-pública", declara o sindicato em comunicado, que próximo dia 5 de Junho, realiza uma reunião de todas as organizações representativas dos trabalhadores para analisar a situação e definir as medidas a adoptar.

Mais de duas centenas de máquinas de pagamento automático vão ser instaladas, as vias com maior incidência de introdução de máquinas serão as autoestradas A2 (excepto em Paderne), A3, A4, A6 (todas as portagens, excepto Elvas e Évora), A13, A9 e A10.

O deputado Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, questionou o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre o eventual fim dos portageiros da Brisa, criticando a passividade do Governo face à decisão de uma empresa que teve avultados lucros em 2009. Segundo o deputado o Bloco de Esquerda quer saber por que razão é que o Governo continua a assistir passiva e silenciosamente a um despedimento coletivo que é provavelmente um dos mais significativos dos últimos anos em Portugal.

Segundo Heitor de Sousa, a introdução da nova tecnologia que a Brisa pretende fazer na rede de que é concessionária torne essa rede "dependente de uma empresa que vai ter uma posição monopolista na gestão dessa tecnologia face à concessionária e, como tal, face ao serviço público de autoestradas em Portugal", acrescenta ainda que "a responsabilidade social de uma empresa é garantir os empregos das pessoas, reconvertendo as suas qualificações".

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