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BdE injecta 500 milhões de euros na Cajasur

A intervenção do Banco de Espanha no banco regional controlado pela Igreja Católica poderá custar aos cofres públicos espanhóis cerca de 2.700 milhões de euros.

Depois do falhanço na fusão com a Unicaja o Banco de Espanha (BdE) avançou no último fim de semana com a intervenção na Cajasur . O plano do banco central prevê ainda uma redução de “caixas” de 45 instituições para 15 ou 20, de modo a ficarem entidades com dimensão crítica superior a 50 mil milhões de euros. A Cajasur representa 0,6% dos activos do sistema financeiro espanhol, mas o impacto fez-se sentir nos mercados de todo o mundo.

A Caja de Ahorros y Monte de Piedade, mais tarde Cajasur, é um pequeno banco regional com sede em Córdoba, e até então era controlado pela Igreja Católica. Em média, quase um em três euros emprestado pela caixa de aforro foram para o sector imobiliário, e no momento estima-se que a Cajasur acumula mais de 1.500 milhões de euros em crédito mal parado, cerca de 364 milhões de crédito falido (coberto por provisões) e 278 milhões de activos imobiliários adjudicados.

 

Segundo a imprensa espanhola, o principal motivo para a recusa da Cajasur em fundir-se com a Unicaja está relacionada com diferenças ideológicas entre a gestão do banco controlado pela Igreja Católica e da outra entidade (controlada maioritariamente pelo administração regional, socialista). Com a intervenção 3 novos administradores foram nomeados para aplicar as regras definidas pelo Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB).  

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