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“Novo regime de comparticipação de medicamentos só beneficia farmácias”, diz o Bloco

João Semedo considera que o decreto do governo aumentará a despesa, pondo em causa a “sustentabilidade do financiamento público de medicamentos”. Bloco requereu apreciação parlamentar do diploma.

O deputado João Semedo anunciou que o Bloco requereu a apreciação parlamentar do decreto lei que revê o sistema de comparticipação do Estado nos medicamentos.

“A única mudança significativa que este pacote terá é aumentar o lucro e a receita das farmácias”, disse à agência Lusa o deputado bloquista.

Segundo o requerimento do Bloco, o decreto lei, que fixa as margens de comercialização, “apenas cumpre os desígnios da Associação Nacional das Farmácias, ou seja, o aumento dos lucros das farmácias através da fixação das margens de comercialização nos níveis de 2005”.

João Semedo considera que nenhum dos objectivos apontados pelo governo são atingidos pelo diploma que levará ao “aumento da despesa, directamente suportada pelos utentes no que respeita à compra de medicamentos”.

Para o deputado bloquista, a “única medida racional para fazer disparar a venda de genéricos em Portugal” para 60 a 65 por cento (valor na União Europeia) é “atribuir ao utente o direito de escolher o que compra de acordo com o grupo terapêutico prescrito pelo médico”. Esta medida permitiria uma poupança de 240 milhões de euros.

Leia notícia anterior no esquerda.net:

Bloco quer que doentes tenham "direito de optar livremente" por genéricos

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