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FRANÇA OFERECE MAIS TROPAS PARA O LÍBANO
chiracweb060825Jacques Chirac anunciou ontem à noite, numa comunicação ao país, que a França enviará 1600 soldados para o Líbano, aumentando assim a sua presença no país para dois mil. A França, antiga potência colonial do Líbano, tinha, recentemente, disponibilizado apenas duzentos militares. Perante isto, a Itália avançara com a sua disponibilidade para deslocar três mil soldados para a região e passar a liderar a força da ONU. Com este anúncio feito na véspera do encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus, que se realiza hoje em Bruxelas, a França poderá vir a manter o comando da UNIFIL.

 

Segundo Chirac, o Estado francês terá recebido «os esclarecimentos necessários» das Nações Unidas, Líbano e Israel sobre as condições para esta missão. Vários países europeus tinham ficado aquém das expectativas das Nações Unidas no número de soldados disponibilizados para o reforço da UNIFIL. Apesar de ainda não se terem comprometido oficialmente com o envio de tropas, Finlândia, Bélgica, Polónia, Noruega e Portugal deverão participar neste reforço. A Espanha enviará de 650 a 800 militares e a Itália disponibilizou de dois mil a três mil soldados.

O governo português ainda não esclareceu com rigor as intenções de Portugal em relação à sua participação, mas vários órgãos de comunicação social referem Outubro ou Novembro como a data possível para o envio de forças militares portuguesas. Uma notícia do Correio da Manhã de hoje avança com o número de 150 soldados. Portugal tem 700 militares destacados em missões internacionais na Bósnia, no Kosovo, no Afeganistão, em Timor-Leste, no Iraque e na República Democrática do Congo. O governo israelita tem-se oposto à participação da Malásia, Bangladesh e Indonésia na força internacional por estes países não reconhecerem o Estado de Israel. Ainda não se sabe quais as intenções da Rússia e da China. 

O Conselho Extraordinário dos ministros dos Negócios Estrangeiros que debaterá a participação europeia nesta força terá lugar hoje, em Bruxelas, e contará com a presença de Kofi Annan. A Europa quer que o secretário-geral da ONU dê mais informações sobre o mandato e regras operacionais.

A UNIFIL foi criada há 28 anos para monitorar a fronteira do Líbano com Israel. Com a resolução 1701, aprovada no dia 11 de Agosto, a missão da ONU recebeu novo mandato e autorização para passar de dois mil para 15 mil militares. Segundo a presidência finlandesa da UE, os primeiros soldados europeus deverão chegar ao Líbano daqui a uma semana. Nos próximos dez dias, a UNIFIL deve ser reforçada com mais 3.500 militares.

Entretanto, Israel acusou a Síria de tentar minar a implementação da resolução da ONU. Para Israel, a Síria, ao considerar hostil qualquer colocação de forças internacionais na sua fronteira com o Líbano, prova que não quer que as forças internacionais impeçam o contrabando de armas para o Hezbollah. Em Paris, a ministra dos Negócios Estrangeiros israelita, Tzipi Livini, considerou a situação no Líbano «explosiva» e pediu rapidez no envio da força da ONU.

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