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Turquia: ofensiva no Curdistão não é iminente

Recep ErdoganO primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyp Erdogan, disse que o pedido de autorização parlamentar para atacar os separatistas curdos do Norte do Iraque não significa que esteja iminente uma acção militar turca na região. As expectativas de uma incursão da Turquia no Iraque já fizeram o preço do petróleo atingir um novo recorde (88 dólares por barril) e provocaram uma visita de emergência a Ancara do vice-presidente do Iraque, Tariq al-Hashemi.

"Vamos agir quando acharmos que chegou o momento e estiverem dadas as condições correctas", disse Erdogan, que sublinhou tratar-se de uma acção de autodefesa.

O governo turco pediu esta semana ao Parlamento permissão para desencadear acções militares contra os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que acusou de atacar guardas de fronteira turcos.

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, criou uma "célula de crise" no seu governo para acompanhar os acontecimentos na fronteira. "Estamos prontos para conversações urgentes com representantes do governo turco para discutir todas as questões pendentes e dar garantias para regular as relações entre os países vizinhos", disse Maliki.

A Casa Branca pediu contenção ao governo turco. O curdistão iraquiano é uma das poucas regiões onde não se vive o caos que predomina na capital do Iraque em noutras regiões.

O ex-primeiro-ministro português António Guterres, Alto-Comissário da ONU para os Refugiados, alertou para o perigo de ocorrer uma crise de refugiados no Norte do Iraque, caso ocorra a ofensiva turca.

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Curdistão turco: Onde a Democracia rima com Europa, artigo de Miguel Portas de Janeiro de 2005

 

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