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Tropas dos EUA matam familiar de deputada afegã

A violência no Afeganistão prossegue e só esta quarta-feira morreram 13 civis, 17 combatentes talibãs e 4 soldados da NATO. Por razões de segurança, a ONU fechou a missão em Kandahar.

171 soldados da NATO morreram no Afeganistão entre Janeiro e Abril. Foto US Army/FlickrA violência no Afeganistão prossegue e só esta quarta-feira morreram 13 civis, 17 combatentes talibãs e 4 soldados da NATO. Por razões de segurança, a ONU fechou a missão em Kandahar.

 

Um dos civis mortos é um familiar da deputada da Assembleia Nacional afegã Safia Sediqui. Segundo os relatos das agências internacionais, os soldados entraram na casa da deputada, na província de Nangarhar, amarraram fotografaram todos os membros da sua família e realizaram quatro horas de buscas, destruindo a mobília. Safia Sediqui não estava em casa mas conta que os vizinhos começaram a gritar por ajuda, pensando que se tratassem de ladrões. Um seu parente, que também vivia nas imediações, dirigiu-se armado para o local e foi abatido pelas tropas norte-americanas.

No sudeste do país, a explosão duma bomba colocada à beira da estrada provocou a morte de 12 civis, entre os quais mulheres e crianças, todos ocupantes duma carrinha que passava no momento da explosão.

Mas é em Kandahar que a segurança se torna mais preocupante, com a própria ONU a transferir 200 funcionários para Cabul e a pedir aos restantes que ficassem em casa no princípio desta semana. A crescente vaga de atentados aumenta o receio de novos ataques às instalações das Nações Unidas. Esta quarta feira, um atentado à bomba matou quatro soldados da NATO e feriram 30 pessoas.

Desde o início do ano, já morreram 171 soldados na NATO em combates e atentados isolados. O contingente militar das tropas ocupantes deverá elevar-se a 150 mil soldados no verão e os comandantes já definiram Kandahar como o próximo alvo de uma operação em larga escala para erradicar os talibãs.

Na zona fronteiriça com o Paquistão, os combates intensificam-se, com os insurgentes talibãs a sofrerem pesadas baixas, de acordo com a informação difundida por uma televisão local. Dezassete pessoas morreram esta quarta-feira numa nova batalha com os militares paquistaneses na zona de Orakzai.

Já esta quinta-feira, o exército francês reconheceu ter morto por engano quatro civis na província de Kapisa, no leste do país. O míssil foi disparado no dia 6 de abril e o inquérito concluiu que os atingidos não estavam visíveis para o atirador por causa das árvores. "Que tenhamos conhecimento, esta foi a primeira vez que sucedeu tal coisa com os militares franceses", declarou o porta-voz do estado-maior do exército, Christophe Prazuck.

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