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Tortura em interrogatórios: Casa Branca implicada na destruição de vídeos da CIA

Bush já sabia da destruição dos vídeos. Clique para ampliarPelo menos quatro assessores da Casa Branca conversaram com a CIA sobre a destruição de vídeos que mostravam interrogatórios de supostos membros da Al Qaeda, com recurso a técnicas de tortura. De acordo com fontes ouvidas pelo New York Times, alguns membros da Casa Branca alegaram que a descoberta dos vídeos produziria graves estragos, numa altura em que as revelações sobre os abusos na prisão de Abu Ghraib (Iraque) ainda estavam demasiado vivas.   

As informações são de uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal americano "The New York Times", que cita fontes do governo e da CIA.

De acordo com o jornal, o envolvimento de funcionários da Casa Branca nas discussões, antes mesmo da destruição das fitas, mostra que a administração de Bush sabia da medida, ao contrário do que foi afiançado pela Casa Branca, há uma semana atrás.

Segundo o "NYT", fizeram parte das discussões Alberto R. Gonzales, que era conselheiro da Casa Branca em 2005; David S. Addington, que era conselheiro do vice-presidente, Dick Cheney; John B. Bellinger 3º, que em 2005 era advogado do Conselho de Segurança Nacional; e Harriet E. Miers, que sucedeu a Gonzales como conselheiro da Casa Branca.

As novas informações vêm à tona um dia depois da audiência para determinar se a destruição das fitas pode ser considerada uma violação à ordem de preservação de provas, no contexto do processo de 16 prisioneiros de Guantánamo (Cuba). Os advogados de alguns prisioneiros sustentam que estes foram implicados como suspeitos a partir de testemunhos obtidos através de tortura. As gravações destruídas mostravam o uso de técnicas de tortura durante os interrogatórios de Abu Zubaydah e Abd al Rahim al Nashiri, dois supostos membros da rede Al Qaeda, em 2002. 

Leia a notícia anterior:

CIA destrói vídeos de interrogatórios com torturas

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