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Taiyo atira 70 para o desemprego

A Tayo ainda não formalizou o despedimento colectivo apesar de já ter mandado so trabalhadores para casaDepois de criar expectativas aos trabalhadores, colocando-os na formação profissional paga pelo Estado para permitir a sua continuidade na empresa, a fábrica de componentes de automóveis Taiyo, em Setúbal, prepara-se para despedi-los a todos e encerrar a fábrica. "Trata-se de um encerramento ilícito", acusa o sindicalista Claúdio Ventura.  

Setenta trabalhadores da fábrica de componentes para automóveis Taiyo Singapore, em Setúbal, cumprem hoje o último dia de trabalho apesar de ainda não ter sido oficializado o processo de despedimento colectivo. "Foi-nos passada, quinta-feira, uma informação por escrito a dizer que a fábrica está encerrada a partir de dia 29 de Maio, apesar de ainda cá ficar um grupo de pessoas", disse à agência Lusa Clara Rodrigues, funcionária da Taiyo.

No entanto, convicto de se trata de um processo sem retorno, o sindicalista Cláudio Ventura advertiu que a Taiyo ainda não oficializou o processo de despedimento colectivo junto das entidades competentes. "Na segunda-feira isto transforma-se no encerramento ilícito de uma empresa", acusa.

Nos últimos meses, grande parte dos trabalhadores estiveram em formação no Instituto Português do Emprego e Formação Profissional, paga pelo Estado, mas, apesar das expectativas que foram criando, cumpriram hoje o último dia de trabalho na Taiyo. O governo ainda não se pronunciou sobre se vai ou não exigir uma compensação financeira da empresa, já que a formação profissional foi paga pelo Estado na expectativa de se poderem assim garantir a continuidade dos postos de trabalho.

A Taiyo Portugal produzia componentes em plástico para as indústrias automóvel e de telecomunicações. Segundo a administração, o encerramento deve-se à falta de encomendas e ao desvio de alguns projectos para outras empresas do grupo japonês.

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