You are here

Situação dos precários agita a Assembleia Municipal de Lisboa

Câmara Municipal de LisboaA reunião da Assembleia Municipal de Lisboa foi ontem agitada pelo debate acerca da contratação dos precários. Alguns trabalhadores intervieram antes da ordem do dia, para falarem dos seus casos, e todas as bancadas, excepto a do PS, exigiram o respeito pelo compromisso do presidente de informar a Assembleia acerca dos critérios de cada proposta de rescisão.
Leia o comunicado do Bloco de Esquerda de Lisboa
 

Durante a reunião, o deputado municipal do Bloco de Esquerda, Heitor de Sousa, referiu que o Bloco de Esquerda tinha já identificado alguns casos em que trabalhadores que receberam a carta de rescisão cumpriam funções efectivas, devendo portanto ser integrados nos quadros da CML, e lembrou os compromissos da autarquia quanto a todos os trabalhadores precários.

Desde a tomada de posse da nova Câmara, o Bloco tem vindo a insistir no respeito pelo compromisso de integrar as muitas centenas de trabalhadores precários, sempre que o seu trabalho corresponda a uma função e a uma actividade na Câmara. Ficariam somente excluídos todos os que entraram na Câmara nos anos mais recentes por cunhas partidárias e que não desempenham qualquer actividade na autarquia, limitando-se a levantar os ordenados.

Nesse sentido, o vereador Sá Fernandes tinha tomado posição sobre este processo, exigindo do presidente esclarecimentos acerca dos critérios para a constituição da listagem dos contratos rescindidos, e ao mesmo tempo exigiu a abertura do processo de integração de todos os precários

No decurso da Assembleia municipal, Sá Fernandes manifestou aos jornalistas a sua convicção de que o problema dos trabalhadores seria resolvido com a sua integração nos quadros da Câmara, e afirmou que esse processo deveria começar de imediato.

Termos relacionados Política