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Sindicatos de professores escrevem a Sócrates

Professores em luta. Foto Paulete MatosA pouco mais de duas semanas da manifestação nacional, a Plataforma Sindical dos Professores escreveu uma carta aberta a José Sócrates, censurando o governo pela "postura anti-negocial que imperou ao longo destes quatro anos" de mandato. As organizações sindicais reafirmam o seu desacordo com as políticas educativas do governo.

 

A carta aberta faz o balanço do mandato de Sócrates quanto ao diálogo com os professores e os resultados, como seria de esperar, não são favoráveis ao primeiro-ministro. "Insensível", "indiferente às preocupações e propostas fundamentadas", "desvalorizou grandes acções de protesto e exigência", "ignorou propostas sindicais", "grande inflexibilidade negocial e arrogância política" são algumas das expressões que caracterizam a imagem que o governo PS deixa nos professores.

"Para além de um posicionamento contrário ao diálogo e à concertação, o Governo optou por intoxicar a opinião pública, pondo em causa o brio profissional dos docentes, a dedicação e a isenção do exercício funcional destes profissionais", acusa a Plataforma, que responsabiliza o governo por fragilizar a autoridade dos professores, "através de medidas e de um discurso que potenciam situações de indisciplina e violência".

O facto de Sócrates nunca ter respondido aos pedidos de reunião com a Plataforma Sindical também é lamentado nesta carta aberta, já que para os professores esse encontro "poderia, em momentos de maior crispação, ter contribuído para aliviar a tensão existente e devolver a tranquilidade".

A segunda parte da carta aberta enumera os principais pontos de discórdia entre professores e governo. À cabeça vem o Estatuto da Carreira Docente imposto pelo governo, "um dos instrumentos que mais contribuem para a deterioração das condições de trabalho e de exercício profissional, com implicações negativas na organização e funcionamento das escolas e nas aprendizagens dos alunos".

A Plataforma sindical dos professores convocou para o próximo dia 30 de Maio uma nova manifestação nacional contra a política educativa de Maria de Lurdes Rodrigues. A manifestação será precedida de uma jornada de protesto, de luta e de luto no dia 26 de Maio, quando os docentes paralisarão dois tempos lectivos (90 minutos), durante os quais aprovarão posições de escola.


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