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Senado Italiano aprova tropas no Afeganistão

tropas_italianasO Senado Italiano aprovou ontem à noite a lei do refinanciamento das missões militares no estrangeiro, um apoio claro à presença dos seus 1900 militares no Afeganistão. Numa votação em que as abstenções contam como votos contra, Prodi obteve 180 votos a favor do seu plano, dois votos contra, tendo-se registado 132 abstenções. 20 senadores democratas-cristãos (UDC - ex-aliados de Berlusconi) votaram a favor, depois de terem conseguido impor algumas condições a Prodi, nomeadamente o reforço do armamento das tropas no Afeganistão e a sujeição do governo italiano às normas de conduta definidas pela NATO no que diz respeito às negociações para a libertação de "rebeldes".

O governo italiano venceu um novo teste no Senado mas graças às divisões da oposição. A câmara alta do parlamento aprovou o financiamento das missões militares italianas no estrangeiro, com 180 votos a favor, entre eles 20 de senadores dos democratas-cristãos do UDC, ex-aliados de Berlusconni. Houve 132 abstenções, dos restantes partidos da direita, e dois votos contra: dois senadores da coligação governamental, ou seja, os dois lugares que permitem a escassa maioria da esquerda no Senado.

Os democratas-cristãos conseguiram impor três condições à proposta de Prodi. A primeira obriga o Governo a pedir à Nato normas de conduta para negociar a libertação de "rebeldes", para que não se repitam as "concessões" feitas no sequestro do jornalista Daniele Mastrogiacomo (recorde-se que o jornalista, raptado no Afeganistão, foi libertado em troca de cinco talibãs, o que originou críticas de Washington, da NATO e da oposição italiana, que acusaram Prodi de "má gestão"). A segunda aumenta o armamento que as tropas no Afeganistão vão receber, e a terceira que o Governo deixe de considerar "grupos armados" (em referência aos talibans) como possíveis participantes numa futura conferência de paz.


Esta foi mais uma sessão agitada do Senado italiano. Uma das votações teve que ser repetida devido a senadores que votavam nos eu teclado e no teclado do vizinho, tenso sido interrompida a sessão por 15 minutos para "acalmar os ânimos".

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