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Sá Fernandes quer ver plano verde aprovado

plano_verde_9José Sá Fernandes apresentou ontem, num filme com recurso a imagens do Google Earth, uma das medidas mais emblemáticas da candidatura lisboa é gente: o Plano Verde para a cidade de Lisboa, uma proposta original do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Foi simulada uma viagem entre Monsanto e Sintra e evidenciada a ligação do plano verde aos concelhos limítrofes de Lisboa. Também foi destacada a Estrutura Ecológica Contínua, uma das prioridades do plano, e que percorre Monsanto, o Vale de Alcântara a Margem Ribeirinha e o Vale de Chelas.
Depois de ter sido chumbado pelo PSD e CDS no início de Maio em reunião de Câmara, o Plano Verde é discutido e votado na Assembleia Municipal já na próxima terça-feira. Sá Fernandes considerou a sua aprovação fundamental para a cidade de Lisboa.
 

O filme foi comentado por Manuela Raposo Magalhães, professora do Instituto Superior de Agronomia e especialista em estruturas ecológicas das cidades. Em evidência esteve a ligação do plano verde aos concelhos limítrofes de Lisboa como Cascais, Sintra e a ligação ribeirinha até V.F.Xira.

Outro dos pontes de destaque do plano e que constitui uma prioridade é a Estrutura Ecológica Contínua, que tem por objectivo a sustentabilidade ecológica, a estabilidade física da paisagem, a presença da natureza no espaço urbano, o conforto ambiental , o recreio de ar livre e a valorização da imagem da cidade, incidindo no corredor de Monsanto, do Vale de Alcântara e no Sistema de Chelas, mas também na margem ribeirinha. No programa eleitoral de Sá Fernandes «o corredor do Parque Eduardo VII - Serra de Monsanto, o corredor do Parque Periférico, os corredores das encostas nascente e poente da Av. da Liberdade e o corredor da frente ribeirinha» são uma medida a concretizar já nos próximos dois anos.

Gonçalo Ribeiro Telles, o autor do "Plano Verde" - e que entretanto melhorou a própria proposta no âmbito da candidatura "Lisboa é Gente" - reforçou a importância dos espaços verdes na cidade, e a urgência em implementar o corredor verde.

Os principais objectivos do Plano Verde passam por criar mais condições em Lisboa para a libertação de oxigénio e absorção de CO2, para a fixação de poeiras, a circulação da água pluvial a céu aberto e infiltração, além de promover a utilização da água local, enriquecer a biodiversidade e promover novos espaços de lazer.

Sá Fernandes lembrou que já na próxima terça-feira a Assembleia Municipal discute e vota o Plano Verde, uma medida que a lista "Lisboa é Gente" tem colocado na ordem do dia desde a campanha para as últimas eleições e que é de uma "relevância fundamental para a cidade de Lisboa".

Depois do PSD e CDS terem chumbado o Plano Verde na CML, a Assembleia Municipal deliberou fazer descer a proposta a diversas comissões, entre as quais a Comissão Permanente para o Acompanhamento da Revisão do PDM. No passado dia 7 de Maio, esta Comissão, com a presença de todos os partidos, aprovou por unanimidade a recomendação de integrar o Plano Verde no processo de revisão do Plano Director Municipal em curso e a adopção de medidas preventivas, como, durante a sua elaboração, restringir a construção em determinadas àreas da cidade. Esta proposta segue agora para votação na Assembleia Municipal.

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