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Sá Fernandes quer livro branco dos negócios com a bragaparques

sf_2_grandJosé Sá Fernandes exigiu um livro branco de todos os negócios que a Câmara de Lisboa mantém com a empresa Bragaparques, a "bem da transparência". Depois de o anterior executivo camarário se ter recusado a divulgar essas informações, o candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda pede agora à Comissão Administrativa toda a informação relativa a esses negócios, ainda para mais depois de ter sido revelado que o parque de estacionamento da Praça da Figueira foi construído sem concurso.
 

José Sá Fernandes disse ontem que vai pedir à comissão administrativa que gere a câmara de Lisboa até às eleições intercalares a relação de "todos os negócios" com a Bragaparques, em nome da "transparência".

"Este último executivo não me deu essa relação. Vou pedir à comissão administrativa. É a única maneira de acabar com o jogo do empurra. Exijo um livro branco de todos os negócios com a Bragaparques", afirmou o candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda.

Depois de declarações ao Expresso de Carmona Rodrigues (em que este dizia ter ficado boquiaberto quando soube que o parque da Praça da Figueira foi construído "sem concurso, sem processo na câmara e sem facturas") o Departamento de Investigação e Acção Penal está já a investigar o caso. Carmona responsabilizou João Soares que por sua vez vem rejeitando todas as acusações de favorecimento à Bragaparques. O pingue-pongue entre dois dos últimos três presidentes da CML que conviveram abertamente com os responsáveis da Bragaparques promete continuar.

As declarações de Sá Fernandes foram feitas durante uma visita ao aeroporto da Portela. O candidato independente fez as vezes de jornalista para entrevistar várias pessoas sobre a localização do novo aeroporto internacional e sobre a manutenção ou não do aeroporto da Portela. De acordo com a Agência Lusa, exceptuando uma mulher que confessou não saber onde fica o Ribatejo e outra que entendia que a capital não tinha capacidade para dois aeroportos, a maioria das pessoas acabou por concordar que manter o da Portela era "uma boa ideia para Lisboa", independentemente da localização da futura infraestrutura. Sá Fernandes defende a manutenção do aeroporto da Portela e prefere a alternativa da margem sul à Ota.

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