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Sá Fernandes denuncia que Costa e Roseta admitem dar pelouro a Carmona

debatecmlAo fazer um balanço do debate dos 12 candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes considerou-o pouco esclarecedor mas afirmou que ele serviu, pelo menos, para mostrar que tanto António Costa quanto Helena Roseta admitem distribuir pelouros a quem foi responsável pela destruição da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. "Eu, nesse caso, vou para a oposição", disse.

Veja as intervenções de Sá Fernandes no debate em vídeo

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O debate decorreu morno, abordando temas como os transportes, a frente ribeirinha ou o aeroporto. Ficou claro que António Costa continua a tentar uma aproximação com a ex-vereadora do CDS Maria José Nogueira Pinto afirmando que o seu plano para reabilitação da Baixa-Chiado "é uma boa base de trabalho". Elogiado pela direita, o plano foi rejeitado frontalmente por Sá Fernandes e Helena Roseta.

Um dos momentos quentes surgiu quando a acusação de que a empresa municipal Gebalis financiou um concerto do cantor Toy, que apoia a lista de Carmona Rodrigues, foi trazida ao debate por Fernando Negrão. Carmona, não respondendo directamente à acusação, retrucou dizendo que tinha uma lista de 64 assessores da Gebalis nomeados por uma pessoa da lista de Negrão (que depois foi dito tratar-se do ex-vereador Sérgio Lipari). Picardias entre os candidatos da direita foram, aliás, frequentes no decorrer das três horas de debate.

No início, José Sá Fernandes lamentou que o tema da corrupção tenha andado afastado do debate eleitoral, "quando foi justamente a promiscuidade dos interesses imobiliários com a Câmara Municipal que levaram à queda do engenheiro Carmona Rodrigues".

Um dos temas mais abordados foi o da crise financeira da Câmara. José Sá Fernandes propôs a contratação de um empréstimo extraordinário à banca, para poder resolver de imediato o problema das obras paradas por falta de pagamento, e adiantou um conjunto de propostas para resolver a crise, nomeadamente o combate ao despesismo, com a extinção de várias empresas municipais, entre elas a Emel e a Gebalis, o fim da contratação de serviços externos, aproveitando melhor os funcionários da Câmara. Para aumentar as receitas, Sá Fernandes propõe que as casas devolutas sejam taxadas, que o Estado deixe de estar isento de pagamento de impostos municipais e que se rentabilize o património da câmara.

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