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Rosário Gama denuncia perseguição do PS

Rosário Gama foi uma das oradoras no Fórum Democracia e Serviços Públicos, em Dezembro passadoMaria do Rosário Gama, militante do PS e presidente do Conselho Executivo de uma Escola Secundária, denunciou à imprensa "uma atitude persecutória sobre quem manifesta uma opinião contrária à do poder". Isto porque um grupo de deputados socialistas dirigiu um requerimento a Rosário Gama, com perguntas "intimidatórias" sobre o cumprimento do Estatuto do Aluno na sua escola, mesmo depois da inspecção Geral da Educação ter verficado a inexistência de irregularidades.

 

Maria do Rosário Gama, que preside ao Conselho Executivo da Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, denunciou à imprensa uma "atitude persecutória" do PS "sobre quem manifesta uma opinião contrária à do poder".

Em causa estão as questões que lhe foram colocadas por um grupo de deputados socialistas, na sequência de uma entrevista em que Rosário Gama, militante socialista e apoiante de Manuel Alegre, contesta dados e posições do Ministério da Educação em relação às faltas dos alunos. Rosário Gama afirma nessa entrevista que "os alunos não estão a faltar menos" e que "há maior tolerância dos professores em relação à marcação de faltas", contestando um relatório do Ministério da Educação que sugere haver uma redução do número de faltas dos estudantes.

Na sequência desta entrevista, um grupo de deputados socialistas fez chegar ao Ministério da Educação um requerimento com algumas perguntas dirigidas a Rosário Gama, questionando-a sobre a veracidade das declarações publicadas na imprensa e o seu fundamento. A professora afirma que as perguntas eram especificamente dirigidas a si própria e que, num segundo momento, foram alargadas a outros professores que tomaram posições semelhantes.

Outra professora que tem contestado a política educativa do governo, Isabel Le Gué, também presidente de um conselho executivo, foi igualmente questionada, de forma claramente intimidatória, sobre o mesmo assunto. Entre as perguntas colocadas estavam: "Está correcta a citação, atrás referida, incluída no artigo do “Expresso” de 4 de Abril?"; Se está, em que dados se baseou para afirmar que há “menor registo de faltas” e “maior tolerância na sua marcação”?; Se não está, foi pedido ao Expresso um desmentido da citação?".

De acordo com a interpretação de Rosário Gama, que afirma não contestar os dados do relatório do Ministério da Educação e lembra que a Inspecção Geral de Educação não detectou qualquer irregularidade quando inspeccionou a sua escola e os procedimentos de marcação de faltas, o requerimento dos deputados é "desnecessário", salientando que "alguns socialistas recorrem a procedimentos que já julgava afastados do nosso panorama político, passados que são todos estes anos de uma vivência democrática".

Em resposta, Manuela de Melo, deputada do PS, considerou "lamentável" que Rosário Gama tenha interpretado as questões colocadas pelos deputados como "uma atitude persecutória". Por sua vez, Teresa Portugal, também deputada do PS, criticou o requerimento apresentado pelo PS ao MInistério da Educação, considerando que não é função da Assembleia da República fiscalizar o comportamento de cidadãos individuais.

Por outro lado, os deputados socialistas no Parlamento inviabilizaram a audição da Ministra da Educação a propósito da realização de inquéritos à porta fechada, pela Inspecção-Geral da Educação, a alguns alunos acusados de lhe atirarem ovos. O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais considera que a realização destes inquéritos não constitui "um bom serviço à educação" e criticou o facto de se "falar no envolvimento e participação dos pais e depois proceder a interrogatórios à porta fechada".
 

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