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Punição colectiva de Gaza condenada internacionalmente

Imagem da única central eléctrica da Faixa de GazaMultiplicam-se as condenações da decisão do governo israelita de fazer cortes parciais no fornecimento de energia e combustível à Faixa de Gaza. Depois de Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, ter condenado as medidas que Israel começou a aplicar domingo, considerando-as "inaceitáveis", foi a vez de o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia denunciar o isolamento provocado pelas represálias de Israel, pouco susceptíveis de "ajudar a lutar contra o extremismo". A comissária europeia das Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, qualificou igualmente de "punição colectiva" os cortes de energia.

Organizações humanitárias israelitas e palestinianas apresentaram, entretanto, uma acção no Supremo Tribunal de Israel para que seja imediatamente suspenso o "castigo colectivo" dos 1,5 milhão de palestinianos que vivem no território.

Entretanto, a agência de notícias France Press divulgou um comunicado de um assessor jurídico do governo israelita, Menahem Mazuz, que afirma que Israel não pode efectuar cortes de electricidade como parte de represálias económicas contra Gaza. "O governo está no seu direito de aplicar diferentes medidas económicas contra a Faixa de Gaza, em função da sua decisão de considerar este território uma 'entidade hostil', mas os responsáveis pela segurança deveriam levar em conta obrigações humanitárias antes da adopção de medidas desse tipo", disse.

A organização Human Rights Watch (HRW) afirmou que Israel como potência ocupante dos territórios palestinos, não tem o direito de causar danos à população civil, ao cortar o fornecimento de electricidade e combustível. A organização lembrou que os cortes representam uma violação da lei humanitária internacional e das leis da guerra, que proíbem um governo que controla um território reter produtos essenciais para a sobrevivência da população civil.

Israel afirma que a intenção é reduzir o fornecimento de combustível entre 5% e 11%, sem afectar as cargas enviadas à única central eléctrica de Gaza. Mas funcionários palestinianos, citados pela HRW, asseguraram que o corte foi de mais de 30%.

A HRW também reiterou que o movimento islâmico Hamas, que controla o território, tem a obrigação de pôr fim aos "ataques indiscriminados" contra localidades

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