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Professores esperam “manifestação extraordinária”

Apesar dos constrangimentos de final de ano lectivo, os professores estão confiantes numa nova grande manifestação este sábado. Foto de arquivo, de Paulete Matos
A Plataforma Sindical espera mais de 50 mil professores na manifestação deste sábado, admitindo que a adesão possa chegar a valores próximos dos registados no protesto de 8 de Março de 2008, que juntou 100 mil pessoas em Lisboa. "Todos os indícios que temos vão no sentido de uma extraordinária manifestação" afirma Mário Nogueira  

Tendo em conta que se trata do final de ano lectivo, com muito cansaço acumulado, o nível de mobilização para a manifestação deste sábado está a surpreender os próprios sindicatos. "Todos os indícios que temos vão no sentido de uma extraordinária manifestação, que contará com mais de 50 mil professores na rua, podendo mesmo aproximar-se dos níveis de participação do protesto de 8 de Março", afirmou o porta-voz da plataforma sindical à Agência Lusa.

Também Manuel Grilo, dirigente do SPGL, confia numa "grande manifestação". Em declarações ao Esquerda.net, o sindicalista revela que a mobilização nas escolas do distrito de Lisboa está a crescer e a entusiasmar milhares de professores. Além dos autocarros já reservados, "as escolas estão a organizar pontos de encontro próprios para se deslocarem em grande número ao Marquês de Pombal" afirma Manuel Grilo.

Luís Lobo, do Sindicato do Centro, assegura que cerca de 10 mil professores da Região Centro deverão comparecer sábado na manifestação nacional em Lisboa, numa participação equivalente à da "Marcha da Indignação", em Março de 2008. A norte, as expectativas também estão elevadas, com largas dezenas de autocarros já alugados. "No mínimo, são necessárias três semanas para preparar uma manifestação desta dimensão. Nesta tivemos cerca de um mês", revelou ao JN Manuela Mendonça, coordenadora do Sindicato de Professores do Norte.

A Federação Nacional de Educação também confia na comparência de "milhares e milhares" de professores na manifestação de Sábado e exige que o governo assuma uma postura diferente. "Este Ministério da Educação exigiu sempre que fossem os sindicatos a abdicar. Não abdicou um milímetro naquilo que foi sempre total e absolutamente rejeitado pelos professores: a divisão da carreira em categorias hierarquizadas, a existências de vagas no acesso a professor titular e as quotas para atribuição de 'muito bom' e 'excelente' na avaliação de desempenho", afirma Lucinda Manuela

Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma Sindical e secretário geral da Fenprof, aponta a pertinência de mais este protesto massivo dos professores. "Também é tempo de pensar no futuro: os partidos políticos estão a preparar os programas eleitorais e têm de assumir compromissos e dizer quais são as suas prioridades para a área da Educação. Dizer também como vão corrigir as graves distorções e injustiças que existem hoje na carreira dos professores", defendeu o sindicalista, lembrando que "será mais fácil negociar com um Governo que não tenha maioria absoluta".

Esperando-se largas dezenas de milhares de professores, a Fenprof já disponibilizou indicações precisas sobre os pontos de encontro, os percursos e os locais onde ficarão estacionados os muitos autocarros que chegarão a Lisboa no Sábado.

Também esta semana, dezenas de blogues e movimentos de professores, expressaram o seu apoio à manifestação, apelando à mobilização de todos os professores.

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