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Portugal Telecom

OPA E FUSÃO DA OPTIMUS COM TMN ACEITES
PtA Autoridade da Concorrência não chumbou a compra da Portugal Telecom pela Sonaecom. Um acordo entre a Autoridade e o grupo de Belmiro de Azevedo definiu as condições para prosseguir com a Oferta Publica de Aquisição (OPA). Foi autorizada a fusão entre a TMN e a Optimus. Com esta fusão a Sonae ficará com sessenta por cento do mercado da rede móvel. Leia o comunicado do Bloco de Esquerda sobre Obscuridade e negócios estranhos na OPA sobre a PT

 

O grupo garante, no entanto, que foi imposta pela Autoridade limites aos preços ao consumidor e que terá havido um compromisso para a empresa facilitar a entrada de um novo operador, disponibilizando as frequências. Henrique Granadeiro, Presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom, tem considerado inaceitável esta fusão de operadoras móveis.
Será a Sonae a escolher se aliena a rede fixa de telefone ou a de cabo, não tendo sido revelado o prazo para o fazer. Recorde-se que a rede fixa de telefones foi comprada pela PT ao Estado quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças, por um preço bastante baixo.
A Autoridade para a Concorrência impôs ainda a separação dos serviços prestados a outras separadoras caso a Sonae resolva vender a rede cabo, o que tem sido sugerido por Bruxelas, a venda do negócio de conteúdos.
A decisão final da Autoridade para a Concorrência virá depois da Sonaecom e da PT responderem, num espaço de dez dias, às suas condições, que o grupo de Belmiro considerou muito «exigentes».
A Portugal Telecom teve, desde que a OPA foi lançada, uma capitalização bolsista de 1,7 mil milhões de euros e a Sonae SGPS valorizou 360 milhões. Resta à PT convencer os accionistas a votar contra a desblindagem dos estatutos e a não vender.

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