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Pescadores lúdicos protestam em Lisboa

Pescadores acusam governo de defender interesses privadosDepois dos protestos em Sagres e Odemira, os pescadores lúdicos da Costa Vicentina concentraram-se neste domingo em Lisboa, para exigir a revogação das portarias que regulam esta actividade, apesar das várias alterações já introduzidas pelo governo. Um estudo da Universidade do Algarve revela que estes pescadores são responsáveis por 0,5% das capturas registadas na zona.

Seis mil pescadores lúdicos, segundo os organizadores, concentraram-se na tarde deste domingo no Marquês de Pombal, em Lisboa, partindo depois para a Assembleia da República, em protesto contra as portarias que regulam o exercício da pesca lúdica na zona do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Este é o terceiro protesto promovido por estes pescadores, que antes já se haviam manifestado em Sagres e em Odemira, apesar das alterações já introduzidas pelo governo na portaria que regula o exercício da pesca lúdica na costa ocidental do Algarve e Alentejo.

Em declarações à imprensa, Carlos Carvalho, do movimento Cidadãos do Sudoeste Vicentino, declarou que as alterações introduzidas pelo executivo ficam muito aquém das reivindicações dos pescadores, limitando-se a corrigir "erros técnicos" e a "defender interesses privados".

Carlos Carvalho afirma que os pescadores exigem a revogação das portarias e critica sua falta de base científica, lembrando que, de acordo com um estudo recente da Universidade do Algarve, a pesca lúdica não representa mais de 0,5% da quota de capturas de pescado na Costa Vicentina, sendo os restantes 99,5% da responsabilidade dos pescadores profissionais.
 

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