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Parlamento açoreano quer permitir corridas de touro picadas

Deputados açoreanos querem legalizar a 26 deputados regionais do PS, PSD, CDS e PPM querem legalizar o "espectáculo" da agonia do touro. O Bloco/Açores votará contra uma lei "escandalosa" e diz que quem se prepara para "estrear o Estatuto Politico-Administrativo com luxos perversos, não está preocupado com o bem-estar dos açorianos".

 

Os bloquistas açoreanos dizem que "além do sofrimento animal implicado na prática da “sorte de varas”, o que está em causa é o prazer, de um público, em assistir ao agonizar do toiro" e consideram "escandaloso que uma minoria de pessoas, só por terem poder económico e político, possam impor a sua vontade".

O recente Estatuto Político-Administrativo da Região dá competências à Assembleia Legislativa em matéria de espectáculos e divertimentos públicos na região. "Um Estatuto Político-Administrativo que tanto custou aos açorianos e açorianas verem aprovado e que está sob permanente vigilância do Presidente da República não pode ser estreado, na sua dimensão mais inovadora e polémica com iniciativas legislativas suportadas por grupos de interesse “endinheirados” e que não representam as opiniões da maioria dos açorianos e açorianas", conclui o Bloco de Esquerda dos Açores no comunicado em que sublinha a sua frontal oposição à legalização da "sorte de varas" ou "corrida picada".

A Assembleia Legislativa Regional vai votar na quarta-feira a proposta subscrita pelos 26 deputados, e bastando mais três votos para além dos subscritores para ser aprovada. A discussão pública do assunto tem sido intensa nas últimas semanas, em contraste com a ideia defendida pelos partidos proponentes, de que se trataria de um tema com larga aprovação da sociedade.

 

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