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Palestina

HAMAS ADVERTE CONTRA "GOLPE DE ESTADO"
mahmoud_abbas O Hamas (Movimento de Resistência Islâmica) afirmou que a decisão do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, de convocar eleições antecipadas é um "apelo à guerra civil". O dirigente do Hamas e ministro dos Negócios Estrangeiros do governo palestiniano, Mahmud al-Zahar, acusou Abbas de desencadear um golpe de Estado: "Qualquer eleição contra a vontade do povo palestiniano será uma receita para a luta interna", disse.

No discurso de mais de duas horas, Mahmud Abbas recordou que foi ele que assinou o decreto de formação do governo, depois da vitória do Hamas nas eleições, e por isso também pode destitui-lo: "Tenho esse direito". Não fixou, porém, data, dizendo que as eleições se realizarão o mais cedo possível. O anúncio marca o fracasso das negociações entre o Hamas e a Fatah, a facção de Abbas, que discutiram durante meses a possibilidade de fazer um novo governo de unidade.

Durante o discurso, Mahumd Abbas rejeitou frontalmente as acusações de que estaria envolvido numa tentativa de assassinato do primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do hamas, e lamentou o clima de insegurança que se vive nos territórios palestinianos. O presidente da Autoridade Palestiniana disse que há inúmeros projectos e investimentos para desenvolver a economia dos territórios, mas que todos estão bloqueados pela persistência dos lançamentos de rockets contra Israel. Também criticou a captura do soldado israelita Gilad Shalit, que desencadeou a ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza e foi um dos acontecimentos que antecederam a guerra do Líbano.

O conselheiro de Abbas Saeb Erekat disse que, por razões técnicas e legais, as eleições não poderão acontecer antes de 2007.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, apelou aos governos estrangeiros que apoiem Abbas: "Este é o momento de a comunidade internacional apoiá-lo, ajudá-lo a firmar a sua autoridade", disse, durante visita ao Cairo. A Casa Branca disse que espera que as eleições ajudem a acalmar a Palestina. Um porta-voz do governo israelita afirmou que Abu Mazen sempre se mostrou moderado e manifestou o apoio de Israel aos moderados.

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